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Híbridos

 Novo Omoda 4 híbrido chega para enfrentar T-Cross e Creta; veja quando 

Omoda 4 híbrido será lançado no Brasil entre julho e agosto de 2027, com 224 cv, para competir com T-Cross e Creta

AutoRodas 20 de outubro de 2026 4 min de leitura

Novo SUV compacto da Omoda Jaecoo terá motorização híbrida plena e preço entre R$ 150 mil e R$ 170 mil

As dimensões reveladas do Omoda 4 dissiparam dúvidas sobre o posicionamento do modelo. Com 4,42 metros de comprimento, 2,70 m de entre-eixos, 1,86 m de largura e 1,58 m de altura, o SUV se encaixa na categoria dos compactos — quase médios. Isso significa que seus concorrentes diretos serão Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta, Honda HR-V e Nissan Kicks, e não veículos de entrada como Tera, Avenger, Pulse, Kardian e Sonic, que ficarão a cargo do futuro Omoda 2.

Data de lançamento confirmada no Brasil

A Omoda Jaecoo confirmou, durante o Chery International User Summit realizado em Wuhu, na China, que o Omoda 4 será lançado no Brasil entre julho e agosto de 2027. Trata-se do principal lançamento da marca no país para aquele ano. A estreia acontecerá exclusivamente na versão híbrida, sem opção flex disponível no primeiro momento.

Conjunto mecânico híbrido pode ser diferencial

Um dos grandes trunfos do Omoda 4 frente à concorrência já consolidada está no trem de força. O sistema híbrido pleno (HEV) é o mesmo presente no Omoda 5 e no Jaecoo 5: motor 1.5 turbo a combustão de 135 cv associado a um propulsor elétrico de 204 cv. Juntos, geram 224 cv e 30,1 kgfm de torque. A bateria é de 1,83 kWh, também compartilhada com a dupla já comercializada no Brasil. Na China, a homologação registra consumo médio de 19,2 km/l.

Por ser menor e mais leve que os modelos “irmãos”, existe a possibilidade de a Omoda adotar uma calibração específica e menos potente para esse SUV. O que já está definido é que o motor a combustão funcionará inicialmente apenas com gasolina.

Versão flex e produção local no horizonte

Fontes ouvidas por Autoesporte afirmam que o desenvolvimento da versão compatível com etanol já teve início. A expectativa é de que essa variante chegue em um segundo momento, acompanhando o início da produção local. A Omoda Jaecoo ainda negocia para instalar uma fábrica no Brasil. Atualmente, a unidade da JLR em Itatiaia (RJ) figura como a opção mais provável.

Porte generoso, mas porta-malas limitado

O tamanho é outro diferencial que o Omoda 4 pretende explorar. Seus 2,70 m de entre-eixos prometem bom espaço interno. Entretanto, o porta-malas fica aquém das expectativas, com capacidade de apenas 346 litros.

Em um primeiro contato com o veículo, foi possível notar que o banco traseiro acomoda de maneira satisfatória adultos de estatura média. Passageiros com mais de 1,80 m, contudo, podem sentir desconforto em viagens mais longas. O acabamento das portas traseiras é inferior ao das dianteiras, embora o padrão geral pareça ligeiramente acima do praticado no segmento.

Interior com referências premium e detalhes curiosos

Na parte dianteira, as portas contam com plástico emborrachado, enquanto o painel utiliza superfície dura. O quadro de instrumentos é digital, equipado com uma tela estreita — que estava apagada no exemplar exibido pela Chery. Ao lado, destaca-se uma central multimídia vertical que remete ao interior do Jaecoo 5.

O elemento mais chamativo do cockpit, porém, é o botão de partida protegido por uma capa vermelha, ao melhor estilo Lamborghini.

Equipamentos e versões esperadas

A lista oficial de equipamentos não foi divulgada, mas o exemplar exposto apresentava faróis de LED com acendimento automático, banco do motorista com ajustes elétricos, partida por botão, câmeras 360, ar-condicionado digital com comandos integrados à tela, teto solar panorâmico e porta-malas com abertura elétrica.

No portfólio da marca, o Omoda 4 ficará posicionado imediatamente abaixo do Omoda 5. O número exato de versões ainda não foi definido, mas a expectativa é de ao menos duas configurações híbridas, podendo chegar a três caso a variante elétrica de 210 cv também seja oferecida no Brasil.

As versões híbridas devem custar entre R$ 150 mil e R$ 170 mil, faixa que hoje abriga opções de entrada e intermediárias dos rivais diretos como T-Cross e Creta.