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Lotus revela tabela de preços no Brasil: elétricos custam menos que esportivos a combustão

Lotus estreia no Brasil com cinco modelos entre elétricos e esportivos a combustão, com preços de R$ 795 mil a R$ 1,23 milhão

AutoRodas 9 de agosto de 2026 4 min de leitura

Marca britânica controlada pela Geely estreia no mercado brasileiro com cinco modelos que vão de R$ 795 mil a R$ 1,23 milhão

Cinco veículos compõem a ofensiva inicial da Lotus em território brasileiro, e a surpresa está na hierarquia de valores: os modelos elétricos, mesmo com potências que chegam a 918 cv, saem mais em conta do que os cupês esportivos a combustão. Os preços partem de R$ 795.000 e alcançam R$ 1.230.000.

Estratégia sob encomenda e personalização total

A fabricante britânica, hoje controlada pela chinesa Geely, estima que 70% das vendas aconteçam por encomenda direta, o que garante alto nível de personalização. As duas lojas próprias ficam em São Paulo. O sedã elétrico Emeya, por exemplo, terá apenas 12 unidades importadas durante o primeiro ano — um volume deliberadamente reduzido para medir a aceitação do público diante de concorrentes já estabelecidos, como Porsche Taycan e Audi e-tron GT.

A intenção declarada da Lotus é tornar disponível todo o seu portfólio mundial para o consumidor brasileiro.

Tabela oficial de preços

  • Lotus Eletre 600 Sport SE: R$ 795.000
  • Lotus Emeya 900: R$ 975.000
  • Lotus Eletre 900: R$ 995.000
  • Lotus Emira Turbo SE: R$ 1.030.000
  • Lotus Emira V6 SE: R$ 1.230.000

SUV Eletre e sedã Emeya: força elétrica com massa elevada

Fabricados em Wuhan, na China, os elétricos da Lotus compartilham uma arquitetura de 800V e dimensões avantajadas. O SUV Eletre 600 Sport SE, porta de entrada da gama, desenvolve 612 cv e 72,4 kgfm de torque — números que empurram suas 2.584 kg de zero a 100 km/h em 4,5 s. A bateria de 112 kWh promete até 600 km de autonomia no ciclo europeu WLTP.

Quem exige mais, encontra no Eletre 900 uma potência de 918 cv e torque de 100,5 kgfm. O sprint de 0 a 100 km/h cai para 2,95 s, embora a autonomia recue para 490 km com o mesmo pacote de baterias.

Engenharia para domar o peso

Com 5,10 m de comprimento e massa na casa das 2,6 toneladas, o Eletre depende de soluções como suspensão pneumática de duas câmaras e eixo traseiro direcional — recursos essenciais para mascarar o peso em curvas.

A mecânica de 918 cv também equipa o sedã Emeya 900. Mais rente ao solo e aerodinâmico (coeficiente de arrasto de 0,20, contra 0,26 do SUV), o Emeya reduz o tempo de aceleração para 2,7 s.

Emira: o preço do purismo a combustão

Na outra ponta da linha, o cupê Emira atende quem prefere a dinâmica analógica — porém cobra significativamente mais caro por isso.

Emira Turbo SE

Equipado com motor 2.0 de origem AMG, o Emira Turbo SE entrega 406 cv e 49 kgfm. Com câmbio de dupla embreagem de oito marchas, cumpre o 0 a 100 km/h em 4 s e pesa apenas 1.530 kg. É o modelo que mais se aproxima do compromisso histórico de leveza firmado pelo fundador Colin Chapman. O valor é de R$ 1.030.000.

Emira V6 SE: câmbio manual e raridade mecânica

A configuração topo de linha custa R$ 1.230.000 e traz um motor 3.5 com compressor mecânico (supercharger) que também produz 406 cv, mas com torque inferior, de 42,9 kgfm. O grande diferencial mercadológico é a transmissão manual de seis marchas Tremec — uma conexão tátil que funciona como elo com o passado da marca nas pistas. Tecnicamente, porém, a versão Turbo SE de R$ 1.030.000 é mais eficiente em circuito, já que o V6 precisa de 4,3 s no mesmo teste de aceleração.

Próximos passos: expansão e novos modelos

O plano de negócios da Lotus inclui expansão para cidades como Curitiba, Brasília e Porto Alegre. A partir de outubro, a marca também importa a variante de pista Emira GT4, pensada para viabilizar uma futura categoria monomarca no país.

Em 2027, a estratégia reserva o lançamento do Eletre X no segundo semestre. Essa versão adotará um sistema híbrido de autonomia estendida (REEV), unindo motores elétricos de 965 cv a um propulsor 2.0 turbo de 282 cv que atua como gerador — o que deve ampliar substancialmente o alcance do utilitário. Para 2028, está confirmada a chegada da nova geração do Lotus Esprit ao mercado brasileiro.

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