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SUVs compactos com seguros mais caros do Brasil em 2026: veja o ranking completo

Levantamento revela os SUVs compactos com seguros mais caros do Brasil em 2026, com destaque para Toyota Yaris Cross e Honda WR-V no topo do…

AutoRodas 24 de julho de 2026 5 min de leitura

Lista mostra os 10 SUVs compactos que exigem o maior gasto com seguro em 2026 

Na hora de adquirir um SUV compacto novo, o consumidor brasileiro precisa considerar muito além do preço de compra. Aspectos como mecânica, equipamentos, espaço interno e tecnologia são fundamentais, mas o custo do seguro pode ser decisivo na escolha do modelo.

Metodologia da pesquisa

A cotação foi baseada em dois perfis: homem e mulher, ambos com 35 anos, casados, residentes na Zona Sul de São Paulo, com cinco anos de CNH, sem bônus acumulado e com franquia reduzida. O ranking foi definido pela média entre os valores cobrados para os perfis masculino e feminino.

Um dado curioso chama atenção: em vários modelos, o seguro é mais caro para mulheres do que para homens, contrariando uma tendência histórica do mercado segurador brasileiro.

Ranking completo: do 10º ao 1º lugar

10º lugar – Jeep Renegade | Média: R$ 3.319,50

O SUV da Stellantis abre a lista com apólices de R$ 2.860 para homens e R$ 3.779 para mulheres. Apesar de ser um modelo consolidado no mercado, o Renegade não escapa dos valores elevados de seguro.

9º lugar – Nissan Kicks | Média: R$ 3.414

Renovado recentemente, o Nissan Kicks aparece com seguro médio de R$ 2.984 para homens e R$ 3.845 para mulheres. O SUV japonês mantém boa presença de mercado, mas o custo do seguro pode pesar no orçamento mensal.

8º lugar – Caoa Chery Tiggo 5X | Média: R$ 3.444,50

Vencedor do prêmio Qual Comprar 2026 na categoria dos SUVs compactos, o Tiggo 5X apresenta seguro de R$ 2.986 para homens e R$ 3.903 para mulheres. Apesar do reconhecimento por custo-benefício, o valor do seguro não é dos mais baixos.

7º lugar – Honda HR-V | Média: R$ 3.539,44

O Honda HR-V registrou apólices de R$ 3.818 para homens e R$ 3.260 para mulheres — um dos poucos casos em que o seguro masculino é mais caro. O modelo é referência no segmento, mas carrega consigo custos de manutenção e seguro mais elevados.

6º lugar – Fiat Fastback | Média: R$ 3.796,50

O SUV cupê da Fiat, que se destaca pelas dimensões generosas para a categoria, apresentou seguro de R$ 2.990 para homens e expressivos R$ 4.602 para mulheres. A diferença entre os perfis é uma das mais acentuadas do ranking.

5º lugar – Peugeot 2008 | Média: R$ 3.841,10

Produzido na Argentina, o Peugeot 2008 tem seguro cotado em R$ 3.232 para homens e R$ 4.450 para mulheres. O modelo francês enfrenta o desafio de justificar o custo total de propriedade diante de concorrentes mais acessíveis.

4º lugar – GAC GS3 | Média: R$ 3.884,30

Único representante de uma marca chinesa no ranking, o GAC GS3 registrou seguro de R$ 3.395 para homens e R$ 4.374 para mulheres. O custo elevado do seguro pode ser um entrave para a marca, que busca se consolidar no mercado brasileiro.

3º lugar – Citroën Aircross | Média: R$ 3.943,50

A presença do Citroën Aircross no pódio surpreende. Trata-se de um veículo relativamente simples, posicionado entre os mais acessíveis do segmento. Ainda assim, o seguro custa R$ 3.289 para homens e impressionantes R$ 4.598 para mulheres.

2º lugar – Honda WR-V | Média: R$ 5.908,50

O novato Honda WR-V surpreende negativamente ao superar até o HR-V, modelo mais equipado da marca. O seguro é de R$ 4.413 para homens e alarmantes R$ 7.404 para mulheres. A discrepância entre os perfis é a maior de todo o ranking.

1º lugar – Toyota Yaris Cross | Média: R$ 6.360,50

O Toyota Yaris Cross lidera o ranking com folga. O seguro do SUV com motor 1.5 flex custa R$ 6.907 para homens e R$ 5.814 para mulheres. É, de longe, o valor mais elevado entre todos os SUVs compactos comercializados no Brasil.

Opinião do Especialista

Este levantamento traz informações valiosas que vão muito além de um simples ranking de preços. Alguns pontos merecem análise mais profunda:

A inversão do padrão de gênero nos seguros é um fenômeno relativamente novo. Historicamente, homens pagavam mais caro devido a estatísticas de sinistralidade. A mudança pode estar relacionada a novos padrões de uso dos veículos e à atualização das bases de dados das seguradoras, refletindo uma realidade mais recente do comportamento no trânsito.

O caso do Toyota Yaris Cross é emblemático. Como modelo recém-lançado, a falta de histórico de sinistralidade no Brasil faz com que as seguradoras adotem uma postura mais conservadora na precificação, elevando significativamente os valores. É provável que, à medida que o modelo amadureça no mercado e as seguradoras acumulem dados, esses valores tendam a se ajustar para baixo.

O Honda WR-V na segunda posição é igualmente surpreendente. O modelo, mais simples que o HR-V, apresenta seguro quase 70% mais caro que seu irmão mais equipado. Isso pode estar relacionado ao perfil dos proprietários, às regiões de maior concentração de vendas e aos índices de roubo e furto do modelo.

O Citroën Aircross no pódio levanta um alerta importante: veículos mais simples nem sempre são mais baratos de manter. O custo de peças de reposição importadas e a menor disponibilidade de oficinas especializadas podem influenciar diretamente no valor do seguro.

Para o consumidor, a lição é clara: o custo de propriedade vai muito além da parcela do financiamento. Um SUV compacto com seguro acima de R$ 6.000 anuais representa um acréscimo de mais de R$ 500 por mês no orçamento — valor que pode ser decisivo na escolha entre modelos concorrentes. Marcas como Toyota e Honda, que tradicionalmente atraem consumidores pelo baixo custo de manutenção, podem perder competitividade quando o seguro é incluído na conta final.