Renault Megane E-Tech 2027: novo visual, bateria LFP de 67 kWh e até 499 km de autonomia
Renault Megane E-Tech 2027 estreia bateria LFP de 67 kWh com 499 km de autonomia, visual renovado e Google Gemini no sistema multimídia
Hatch elétrico francês adota linguagem visual do novo Captur, ganha recarga rápida mais eficiente, mas perde fôlego na aceleração
Uma troca significativa sob o assoalho marca a principal evolução técnica do Renault Megane E-Tech reestilizado. O antigo pacote de baterias de 60 kWh deu lugar a um conjunto de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 67 kWh. O resultado direto é um salto de autonomia: de 459 km para 499 km no ciclo europeu WLTP — diferença de 40 km a favor da nova configuração.
Recarga mais rápida e efeito colateral no desempenho
A arquitetura elétrica passou por revisão para suportar potência de recarga em corrente contínua (DC) de até 165 kW. Na prática, o hatch consegue ir de 15% a 80% de carga em apenas 24 minutos. Contudo, o peso adicional do novo arranjo de baterias LFP cobrou seu preço na dinâmica. Mesmo mantendo o motor elétrico dianteiro de 220 cv e torque de 30,6 kgfm inalterados, o tempo de zero a 100 km/h passou de 7,5 para 7,6 segundos — diferença de 0,1 segundo.
Para atenuar o impacto dos quilos extras na dirigibilidade, a Renault recalibrou o sistema de direção assistida e alterou a carga de molas e amortecedores da suspensão.
Dianteira inspirada no novo Captur e Symbioz
O Megane E-Tech abandonou as linhas arredondadas que caracterizavam sua frente original. No lugar, a Renault trouxe a mesma identidade visual aplicada nos novos Captur e Symbioz: para-choque redesenhado com tomadas de ar triangulares pronunciadas nas extremidades e faróis full-LED mais afilados. O catálogo ganhou ainda novas opções de rodas de liga leve e a pintura azul Satin como alternativa de acabamento para a carroceria.
Interior conectado com Google Gemini e reconhecimento biométrico
Dentro da cabine, a disposição das duas telas integradas no painel segue a mesma configuração anterior. A mudança está no sistema de entretenimento OpenR Link, que recebeu uma atualização profunda de processamento. A central multimídia passou a integrar nativamente o assistente de inteligência artificial Google Gemini e expandiu a loja de aplicativos nativos para mais de 100 opções transferíveis.
Outra novidade eletrônica é o sistema de reconhecimento biométrico do condutor. Ele identifica quem está ao volante e ajusta automaticamente a posição de condução, espelhos e preferências de climatização.
Versões simplificadas e pacote ADAS reforçado
No mercado europeu, a gama foi enxugada e passa a contar apenas com as versões Techno e Esprit Alpine — esta última com apelo estético esportivo. As duas configurações receberam reforço no pacote de assistências ao condutor (ADAS), com novos sensores de ponto cego e frenagem autônoma de emergência aprimorada.
Preço no Brasil e futuro incerto
No mercado brasileiro, o Megane E-Tech é vendido por R$ 279.990, posicionando-se na faixa de preço de concorrentes como o BYD Yuan Plus (R$ 269.990). Mesmo assim, suas vendas têm sido fracas, e a chegada da versão atualizada ao país ainda não está definida.
A Renault vem redesenhando sua estratégia nacional desde que transformou a operação no Brasil em uma joint venture com a Geely. Com essa mudança, a marca francesa pode optar por deixar os carros elétricos sob responsabilidade do parceiro chinês.
O início das vendas e os preços oficiais para o mercado europeu também ainda não foram detalhados pela montadora.


