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Elétricos

Omoda E5 elétrico terá versão de R$ 149.900 para enfrentar BYD Dolphin e Ora 03 

Omoda E5 elétrico terá versão de entrada por R$ 149.900, com corte de R$ 60 mil no preço, para enfrentar BYD Dolphin e Ora 03

AutoRodas 30 de junho de 2026 3 min de leitura

Com corte de R$ 60 mil no preço, crossover chinês muda de patamar e entra na briga dos compactos elétricos no Brasil

A Omoda & Jaecoo prepara uma guinada estratégica para o Omoda E5, SUV elétrico que acumula vendas modestas desde o lançamento no mercado brasileiro. A marca chinesa planeja apresentar ainda este ano uma versão de entrada do modelo por R$ 149.900 — um corte de R$ 60 mil em relação ao preço de estreia de R$ 209.990.

Vendas tímidas motivam nova estratégia

Desde que chegou ao país, o Omoda E5 emplacou pouco mais de 500 unidades, número considerado insuficiente. A informação sobre a nova faixa de preço foi revelada pelo jornalista Jorge Moraes, que aponta que a fabricante busca ganhar volume de vendas rapidamente e reverter o desempenho abaixo das expectativas.

Ao reduzir o valor sugerido para a casa dos R$ 149 mil, o crossover deixa de concorrer com SUVs elétricos de maior porte e entra no território dos compactos de marcas rivais. Nomes como BYD Dolphin, GWM Ora 03 e GAC Aion UT passam a ser os adversários diretos — todos com dimensões menores e baterias de menor capacidade energética na mesma faixa de custo.

Ficha técnica mantém vantagens competitivas

Na configuração mecânica, o modelo chinês preserva o motor elétrico posicionado no eixo dianteiro, entregando 204 cv de potência e torque de 34,7 kgfm. A alimentação fica por conta de uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 61 kWh. Pelo selo do Inmetro, a autonomia declarada é de 345 km.

O sistema de recarga do crossover aceita estações de corrente contínua (DC) de até 80 kW. Em carregamento rápido, o conjunto vai de 30% a 80% de carga em apenas 28 minutos.

Confronto direto com BYD Dolphin GS e GWM Ora 03

O reposicionamento de preço coloca o SUV elétrico no centro de uma disputa acirrada. O BYD Dolphin GS, por exemplo, é comercializado por R$ 149.990 e conta com bateria de 44,9 kWh e autonomia de 291 km segundo o Inmetro — números inferiores aos do Omoda E5.

Situação semelhante ocorre com o GWM Ora 03. Disponível em versão única BEV58, o hatch elétrico recebeu um desconto de R$ 20.000 e passou a custar exatamente R$ 149.900. Sua ficha técnica traz 171 cv, 25,5 kgfm de torque, bateria de 58 kWh e alcance de 315 km. A GWM lançou recentemente o Ora 5, um SUV de R$ 169.000 que utiliza a mesma bateria de 58 kWh do Ora 03, oferece motor de 204 cv e autonomia próxima de 300 km.

Dúvidas sobre como o preço será viabilizado

Ainda não está claro como a Omoda & Jaecoo conseguirá alcançar o valor de R$ 149.900. Entre as hipóteses, está a remoção de equipamentos de série para reduzir custos. Outra possibilidade envolve a troca de motor e bateria.

Exemplos internacionais apontam caminhos

Em outros mercados, a fabricante já adotou componentes diferentes. Na Austrália, por exemplo, a bateria de 61 kWh fornecida pela BYD foi substituída por uma unidade de 58,9 kWh da CATL, sem alteração na autonomia. O motor passou de 204 cv para 211 cv, mas o torque caiu de 34,7 kgfm para 29,4 kgfm. Na Tailândia, o veículo é vendido com uma bateria ainda mais compacta, de 50,6 kWh.

Essas variações globais sugerem que a versão brasileira de entrada pode receber ajustes técnicos significativos para viabilizar o novo posicionamento comercial do Omoda E5.