Novo BYD Dolphin Mini promete recarga em apenas 5 minutos; veja quando chega ao Brasil
Segunda geração do BYD Dolphin Mini foi lançada na China com recarga em 5 minutos e chega ao Brasil em 2028
Segunda geração do hatch elétrico foi lançada oficialmente na China e já tem confirmação para o mercado brasileiro
A BYD tirou o véu da segunda geração do Dolphin Mini, apresentada oficialmente no mercado chinês sob o nome Seagull. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, confirmou que o modelo desembarca no Brasil em 2028 e que a nova geração vai conviver com a versão atualmente vendida no país.
Crescimento expressivo nas dimensões
Uma das mudanças mais impactantes do novo Dolphin Mini está no tamanho. O hatch saltou para 4,20 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos — a mesma medida do Volkswagen T-Cross, por exemplo. Comparado à geração atual, que mede 3,78 m de comprimento, 1,71 m de largura, 1,58 m de altura e 2,50 m de entre-eixos, o crescimento é de 42 centímetros no comprimento e 15 cm no entre-eixos.
Com essas novas proporções, o carro deixa a categoria subcompacta e passa a ser efetivamente um compacto. Curiosamente, supera em comprimento até o Dolphin GS (4,12 m) e se aproxima do Dolphin Plus (4,29 m). O novo porte também nivela o modelo ao principal concorrente, o Geely EX2, que possui 4,13 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,58 m de altura e os mesmos 2,65 m de entre-eixos.
Recarga ultrarrápida em apenas 5 minutos
Das cinco versões oferecidas na China, três — Comfort, Flying e Smart — contam com sistema de recarga ultrarrápida capaz de levar a bateria de 10% a 70% em somente 5 minutos. O recurso exige, naturalmente, conexão a uma estação de recarga de alta potência.
Essas três configurações utilizam bateria de 39,2 kWh, proporcionando autonomia de 420 km no ciclo chinês (CLTC). Já as versões mais acessíveis, Vitality e Freedom, não dispõem de recarga ultrarrápida e equipam bateria de 30,1 kWh, suficiente para percorrer até 320 km.
Vale destacar que as capacidades das baterias são bastante próximas das utilizadas pelo Dolphin Mini atual no Brasil: a versão de entrada já usa unidade de 30,1 kWh, idêntica à da nova geração, enquanto a bateria de 38,9 kWh da versão superior tem apenas uma fração a menos que os novos 39,2 kWh.
Motorização mais potente e motor traseiro
O novo Dolphin Mini ganhou músculos. As duas versões de entrada trazem motor elétrico de 114 cv no eixo traseiro. As três configurações com recarga ultrarrápida vão além, com propulsor traseiro de 129 cv. Ambos os motores representam um salto considerável frente aos 75 cv entregues pela geração atual, independentemente da versão.
Outro ponto relevante é a migração do motor do eixo dianteiro para o traseiro. Essa mudança permitiu a criação de um compartimento dianteiro (frunk) com 94 litros de capacidade — solução especialmente valiosa em modelos compactos e subcompactos, nos quais o porta-malas costuma ser limitado.
Interior reformulado e tecnologia ampliada
O habitáculo passou por transformações profundas. O tradicional quadro de instrumentos à frente do volante foi eliminado, e todas as informações do veículo — velocímetro, autonomia, hodômetro e demais dados — passam a ser exibidas diretamente na tela multimídia. Essa mudança pode sinalizar uma nova filosofia de design que a marca adotará em outros modelos.
A tela central cresceu substancialmente: agora são 15,6 polegadas, contra 10,1 polegadas da primeira geração. Ela também perdeu a função giratória. Logo abaixo, os dois porta-copos e o carregador por indução para celular continuam presentes, mas o console foi redesenhado com dois níveis. A quantidade de botões físicos diminuiu ainda mais, e a troca de marchas passou a ser feita por uma haste na coluna de direção.
A lista de equipamentos de série na China é generosa: bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, iluminação interna com 127 opções de cores, carregador por indução de 50 W, sistema de som com oito alto-falantes, pacote Adas completo e ar-condicionado digital e automático.
Preços e versões esperadas para o Brasil
Na China, o modelo foi apresentado em cinco versões, com valores entre US$ 9,8 mil e US$ 14,9 mil — em conversão direta, algo entre R$ 49.546 e R$ 75.331. Para o mercado brasileiro, a expectativa é de um portfólio reduzido, provavelmente com duas ou três configurações.
Os preços nacionais ainda estão distantes de serem anunciados, mas a tendência aponta para patamares acima da geração atual do Dolphin Mini e abaixo do Dolphin. Na prática, a versão de entrada deve custar mais de R$ 119.990 e menos que R$ 149.990.
Design completamente reformulado
O visual acompanhou a evolução nas dimensões e foi inteiramente redesenhado. A identidade do carro foi preservada, porém com linhas modernizadas e aspecto geral mais maduro. Na dianteira, o para-choque recebeu recortes mais agressivos e os faróis ficaram maiores, com formato mais espichado.
As laterais mantêm a linha de cintura ascendente e os vincos marcantes na base das portas, mas a coluna C foi completamente reformulada e ganhou aplique plástico de maiores proporções.
Na traseira, as lanternas interligadas da geração atual deram lugar a peças separadas, embora o formato horizontal e a iluminação em LED permaneçam. O para-choque traz novo suporte para a placa e luzes refletoras reposicionadas. Além de todas as alterações visuais, o novo Dolphin Mini também corrigiu um antigo problema ao trocar a medida dos pneus.




