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Elétricos

Nova geração do BYD Dolphin Mini não chegará ao Brasil antes de 2028; entenda 

BYD Dolphin Mini de nova geração chega ao Brasil somente após 2028, com 4,20 m de comprimento e motor elétrico de 129 cv

AutoRodas 17 de julho de 2026 Atualizado em 17 de julho de 2026 3 min de leitura

Hatch elétrico reformulado cresce mais de 40 cm, ganha motor de 129 cv e será posicionado acima do modelo atual produzido na Bahia

Quem espera pelo BYD Dolphin Mini de nova geração nas concessionárias brasileiras vai precisar de bastante paciência. A informação foi confirmada por Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da fabricante chinesa, durante evento realizado na fábrica de Camaçari, na Bahia. O hatch elétrico completamente redesenhado não desembarca no Brasil antes de 2028.

A razão para a espera tem a ver com a estratégia comercial da BYD na China, onde o modelo é conhecido como Seagull. A nova geração sequer estreou no mercado doméstico chinês. No primeiro ano de produção, o compacto será vendido exclusivamente na China, com o objetivo de reconquistar terreno perdido para o Geely EX2 (Xingyuan), que ultrapassou a BYD em volumes de vendas no país asiático. A exportação do modelo só terá início em 2028.

Modelo atual permanece em linha como opção de entrada

A diferença entre as gerações é tão expressiva que a chegada da versão renovada não significará a aposentadoria do Dolphin Mini atual, montado em Camaçari (BA). O carro produzido em solo baiano seguirá como a porta de entrada da marca no Brasil, enquanto a nova geração ocupará um patamar superior — mais espaçosa, potente e refinada. Nesse reposicionamento, quem pode acabar ameaçado é o Dolphin GS.

Transformação radical nas dimensões

Documentos de homologação divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) revelaram o quanto o carro mudou. O subcompacto urbano cresceu a ponto de passar a disputar de igual para igual na categoria dos hatches compactos.

O comprimento do novo modelo chega a 4,20 m — um salto de 42,5 cm em relação ao antecessor. A distância entre os eixos ganhou 15 cm adicionais, totalizando 2,65 m. Esse porte coloca o Dolphin Mini renovado na mesma faixa do Geely EX2, que mede 4,13 m de comprimento e compartilha o entre-eixos de 2,65 m.

Em comprimento, o novo modelo também ultrapassa o Dolphin GS comercializado no Brasil (4,12 m) e encurta consideravelmente a diferença para as versões maiores do Dolphin convencional. A largura subiu para 1,81 m (+11 cm) e a altura foi mantida em 1,57 m. O peso em ordem de marcha ficou em 1.180 kg na configuração básica e 1.255 kg na versão mais equipada, homologada para cinco ocupantes.

Motor de 129 cv para compensar o aumento de peso

O antigo propulsor elétrico dianteiro de 75 cv deu lugar a uma unidade de 129 cv. A velocidade máxima declarada sobe de 130 km/h para 150 km/h, proporcionando mais fôlego em trechos rodoviários.

As baterias Blade, de fosfato de ferro-lítio (LFP), continuam no pacote. Os documentos de homologação, porém, ainda não trazem a capacidade nominal do conjunto em kWh nem os números finais de autonomia.

Design totalmente novo e recursos de assistência à condução

A BYD optou por desenvolver uma carroceria completamente inédita em vez de um simples facelift. Na dianteira, faróis poligonais estreitos e vincos marcados no para-choque definem a nova identidade. As laterais apresentam superfícies limpas, maçanetas semi-ocultas e colunas pretas que criam o efeito de teto flutuante.

Na traseira, a régua contínua que integrava as lanternas foi abandonada. Em seu lugar, surgem blocos independentes trapezoidais em LED, separados pela identificação da marca. O catálogo de homologação lista rodas de 16 polegadas com pneus 205/60 R16 e uma câmera de assistência à condução instalada junto ao break-light traseiro, sinalizando a inclusão de recursos semiautônomos ADAS.

BYD Dolphin Mini de nova geração só chegará ao Brasil depois de 2028
BYD Dolphin Mini de nova geração só chegará ao Brasil depois de 2028