GM estuda produzir baterias no Brasil para elevar conteúdo nacional de veículos elétricos
GM analisa a produção local de baterias no Brasil para aumentar o conteúdo nacional dos veículos elétricos montados no Polo Automotivo do Ceará
Montadora analisa viabilidade de montar packs de baterias localmente como forma de acelerar a nacionalização dos modelos eletrificados fabricados no Ceará
A possibilidade de fabricar baterias em solo brasileiro está sendo avaliada pela GM como peça-chave na estratégia de aumentar o índice de conteúdo local dos seus veículos eletrificados. A informação foi confirmada por Fábio Rua, vice-presidente da GM América do Sul, em entrevista ao InsideEVs Brasil durante uma visita à fábrica de Gravataí (RS).
Segundo o executivo, a montagem local dos packs de baterias é uma das alternativas em análise para acelerar o processo de nacionalização. A lógica é simples: como o conjunto de baterias representa a maior fatia do valor agregado de um veículo elétrico, sua produção dentro do país teria impacto imediato e significativo nos índices de conteúdo nacional.
Fábio Rua detalha os planos da montadora
Ao ser questionado sobre a iniciativa, Rua explicou o contexto dos estudos em andamento. “A gente tem um compromisso muito grande com localização. O que estamos fazendo no Ceará é uma montagem. Essa cadeia evoluindo já tem um nível de conteúdo local de aproximadamente 35%, e queremos aumentar isso. A bateria seria uma possibilidade de aumentar rapidamente esse volume. Estamos estudando isso. Ainda não temos o resultado desse estudo, mas, se conseguirmos a competitividade necessária, vamos avançar”, afirmou.
A declaração reforça que a empresa enxerga na produção local de baterias o caminho mais rápido para reduzir a dependência de componentes importados e ganhar competitividade nos modelos eletrificados montados no Brasil.
Polo Automotivo do Ceará assume protagonismo na estratégia
Toda essa movimentação está diretamente conectada ao Polo Automotivo do Ceará, localizado em Horizonte, que foi inaugurado no início deste ano. A unidade industrial foi viabilizada em parceria com o Governo do Estado e funciona no regime SKD (Semi Knocked Down), recebendo veículos parcialmente desmontados para que as etapas de montagem final, testes e nacionalização gradual de componentes sejam realizadas no país.
Modelos já em produção e próximos lançamentos
O Chevrolet Spark EUV foi o primeiro modelo a sair da linha de montagem cearense, seguido pelo Captiva EV. Ambos integram a ofensiva global da Chevrolet para ampliar a presença de veículos elétricos em mercados emergentes.
Nos próximos meses, um terceiro modelo eletrificado deve ser incorporado à unidade. A expectativa é de que se trate do Captiva PHEV, o que ampliaria ainda mais a utilização da fábrica e fortaleceria a oferta da marca no segmento de veículos de baixa emissão no Brasil.
Com o índice de conteúdo local já na faixa de 35%, a GM busca elevar esse percentual progressivamente. A eventual montagem de baterias no país representaria um salto expressivo nesse indicador, consolidando o Polo do Ceará como peça central na estratégia de eletrificação da montadora para a América do Sul.

