28 de julho de 2026 23°C São Paulo, SP
Assine
Elétricos

Geely inicia produção no Brasil em setembro usando fábrica da Renault no Paraná

Geely inicia produção nacional em setembro no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, com o SUV híbrido EX5 EM-i e o hatch elétrico EX2

AutoRodas 20 de julho de 2026 3 min de leitura

SUV híbrido EX5 EM-i será o primeiro modelo nacionalizado, seguido pelo hatch elétrico EX2 com bateria maior e novos equipamentos

Unidades pré-série já estão sendo montadas no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). A informação apurada por QUATRO RODAS revela que a Renault Geely do Brasil antecipou etapas do processo fabril para homologar peças e treinar a equipe que atuará nas linhas de montagem.

Data confirmada pelo CEO da operação conjunta

Ariel Montenegro, CEO da Renault Geely do Brasil, confirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico que a produção nacional da Geely começará em setembro deste ano. A operação vai aproveitar a infraestrutura já existente no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, para dar início à nacionalização dos dois primeiros modelos da marca chinesa.

EX5 EM-i abre caminho como primeiro modelo nacional

O SUV híbrido Geely EX5 EM-i será o primeiro veículo a sair da fábrica. A nacionalização desse modelo já havia sido anunciada durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro passado. A escolha tem motivação estratégica: o utilitário utiliza a plataforma GEA, que também servirá de base para futuros veículos da Renault.

O lançamento está previsto para novembro, com preços entre R$ 130.000 e R$ 150.000.

Hatch elétrico EX2 entra na linha no último trimestre

O sucesso comercial do Geely EX2 no mercado brasileiro acelerou a decisão de incluí-lo no plano de produção. Houve um esforço adicional para viabilizar sua montagem no país. Inicialmente, o hatch chegará em regime CKD — importado desmontado da China —, com transição gradual para a fabricação com peças locais.

Novidades na versão nacional do EX2

Quando produzido no Brasil, o compacto elétrico receberá atualizações já aplicadas na China. Segundo o site Autos Segredos, que flagrou uma unidade em testes, o modelo ganhará um novo para-choque que melhora a aerodinâmica, além de leve alteração no design. A bateria de 39,4 kWh será substituída por uma unidade de 47 kWh. O pacote de equipamentos também cresce: faróis full-LED e central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio passam a integrar a oferta — atualmente, a conexão é feita apenas por cabo.

Corrida contra rivais chineses impulsiona estratégia

A decisão de nacionalizar dois veículos inéditos ao mesmo tempo é uma resposta direta ao avanço acelerado das concorrentes chinesas no Brasil. BYD e GWM já operam suas próprias linhas de montagem no país. A MG confirmou que fará o MG4 e MG S5 no Horizonte (CE). A GAC terá carros montados pela HPE Automotores (representante da Mitsubishi no país) em Catalão (GO). Até a Chevrolet está vendendo os chineses Spark EUV e Captiva EV, atualmente montados no Ceará.

Proteção contra impostos e câmbio instável

Fabricar localmente também funciona como escudo contra a recente escalada no imposto de importação para carros eletrificados. A produção no Brasil garante margem financeira mais competitiva e reduz a dependência de lotes importados, que ficam vulneráveis às oscilações cambiais. A iniciativa busca consolidar a presença da marca no mercado brasileiro de forma sustentável.