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Elétricos

DFM Box aposta em tecnologia inusitada com portas de carro de luxo e passa mensagem motivacional; conheça 

DFM Box da Dongfeng chega ao Brasil com portas sem moldura como cupês esportivos e mensagens motivacionais na central multimídia de 12 polegadas

AutoRodas 5 de agosto de 2026 4 min de leitura

Elétrico compacto da Dongfeng chega ao Brasil com detalhes inusitados para brigar com BYD Dolphin Mini e Geely EX2

A primeira unidade de produção do DFM Box já está em solo brasileiro, e a Autoesporte teve acesso exclusivo ao modelo nesta semana. O carro mais acessível da operação da chinesa Dongfeng no país traz soluções pouco convencionais para um elétrico compacto — e quer chamar atenção exatamente por isso.

Portas sem moldura e maçanetas escamoteáveis

Abrir as portas laterais do DFM Box reserva uma surpresa imediata: assim como em cupês esportivos, não há molduras ao redor dos vidros. Os vidros, aliás, são laminados e com espessura acima do esperado para um veículo dessa faixa de preço. As maçanetas são do tipo escamoteáveis, recurso já visto em outros modelos chineses.

Gatinho motivacional na tela de boas-vindas

Toda vez que o veículo é ligado, a central multimídia de 12 polegadas — com tela de alta resolução — exibe uma animação lúdica tipicamente chinesa. O cenário imita uma sala de estar, com poltrona, abajur, mesa de canto e um gatinho que dispara mensagens motivacionais ao motorista.

No primeiro contato da reportagem, o simpático pet mandou um “bom dia! Abrace um dia maravilhoso!”. Na segunda ocasião, o teor mudou para “Olá, bom meio-dia!”. Uma mensagem adicional, estilo post-it colado à parede, exibia o dizer “ações falam mais alto do que palavras” em inglês.

Dimensões, mecânica e autonomia

Trata-se de um hatch compacto com 4,02 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,66 m de entre-eixos. O motor elétrico dianteiro entrega 95 cv de potência e 16,3 kgfm de torque, o suficiente para completar o 0 a 100 km/h em 12,5 segundos e atingir velocidade máxima de 140 km/h.

As baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) possuem 43,9 kWh de capacidade e aceitam recargas rápidas (DC) de até 88 kW. Pelo ciclo chinês CLTC, a autonomia alcança 430 km. A homologação do Inmetro ainda não foi divulgada.

Rodas, suspensão e freios

As rodas são de aço com calotas aerodinâmicas, calçadas por pneus na medida 215/60 R16. Na dianteira, a suspensão usa arquitetura McPherson; na traseira, eixo de torção — configuração padrão entre compactos de baixo custo. O diferencial está nos freios a disco nas quatro rodas.

Iluminação e porta-malas acima da média

O DFM Box traz faróis de LED com projetor e ajuste manual de altura de facho, posicionado à esquerda da coluna de direção. As lanternas traseiras também são de LED. O porta-malas oferece 326 litros de volume, bem acima dos 230 litros do Dolphin Mini, embora fique abaixo dos 375 litros do Geely EX2.

Na comparação com o modelo da Geely, o DFM perde ainda mais espaço ao não oferecer o chamado “frunk”, mesmo havendo bastante espaço livre no cofre sobre o motor elétrico.

Interior: sofisticação e limitações

A cabine mistura soluções esperadas em carros de entrada com toques de sofisticação. Os bancos são integralmente revestidos de couro sintético e contam com encostos de cabeça independentes em todas as posições. O banco do motorista tem ajustes elétricos, e a partida do motor dispensa botão — basta o sensor de presença da chave.

As luzes internas dianteiras e traseiras são de LED. Há alças de teto para todos os passageiros das extremidades. Porém, a fileira traseira não conta com tomadas USB nem difusores de ar. Na dianteira, as entradas USB são exclusivamente do tipo A: uma junto ao console central e outra em posição inusitada, à esquerda da coluna de direção.

Acabamento e painel de instrumentos

O porta-luvas tem formato de gaveta, semelhante ao do Geely EX2, porém com dimensões bastante reduzidas. O acabamento dos painéis é majoritariamente em plástico rígido, mas há elementos macios revestidos de couro sintético com costuras em formato de losango nas guarnições — como nos apoios de braço das portas. No painel, faixas simulam feixes com presilhas, um recurso que parece buscar transmitir sensação de robustez.

Um quadro de instrumentos totalmente digital, de tamanho compacto, fica fixado ao topo da coluna de direção. O console central é alto e dispõe de espaço dedicado para apoiar o smartphone.

Versão única, preço estimado e datas

Segundo o Autos Segredos, o DFM Box será comercializado em versão única, batizada de Urban. O preço ainda não foi revelado oficialmente, mas a expectativa é que fique na faixa entre R$ 120 mil e R$ 130 mil — patamar similar ao do EX2 Pro.

A apresentação pública acontecerá no Festival Interlagos, no final de agosto, e o lançamento comercial efetivo está programado para setembro. O modelo entra em um segmento disputado, rivalizando diretamente com BYD Dolphin Mini, Geely EX2 e outros elétricos compactos disponíveis no mercado brasileiro.