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Híbridos

Dacia Striker será produzido no Brasil como SUV cupê híbrido e irmão do Renault Boreal 

Dacia Striker é revelado como SUV cupê híbrido sobre plataforma RGMP e pode originar futuro modelo nacional da Renault irmão do Boreal

AutoRodas 8 de julho de 2026 3 min de leitura

Modelo compartilha plataforma RGMP com Boreal e futura picape Niagara, e pode antecipar o próximo Renault fabricado no Brasil

A família de veículos construídos sobre a plataforma RGMP ganha um novo integrante. O Dacia Striker acaba de ser revelado como um SUV cupê derivado do Bigster, e a sua importância vai muito além do mercado europeu: ele pode ser a referência direta para um futuro modelo nacional da Renault, irmão do Boreal.

A conexão direta com o mercado brasileiro

Grande parte do que o Boreal oferece hoje — incluindo componentes internos, plataforma e até o sistema híbrido previsto para os próximos meses — tem origem no Bigster. O Striker, por sua vez, é construído sobre essa mesma base. Isso torna bastante provável que ele sirva de ponto de partida para o SUV cupê híbrido que a Renault deve produzir no Brasil.

Vale lembrar que, em 2023, a Renault anunciou investimentos robustos no país para novos modelos. Na ocasião, imagens de um SUV cupê geraram expectativa de que o veículo posterior ao Kardian traria essa carroceria para disputar o segmento dos médios. O que surgiu, no entanto, foi o Boreal, sem perfil cupê. Agora, com o Striker, a ideia volta à mesa.

Dimensões generosas e design musculoso

Com 4,62 m de comprimento, o Dacia Striker supera tanto o Bigster quanto o Boreal, que mede 4,57 m. Essa diferença se explica pelo balanço traseiro estendido, necessário para acomodar o caimento suave do teto — traço essencial no desenho de um SUV cupê.

No mercado europeu, onde as peruas ainda têm relevância, há quem enxergue no Striker um rival direto para esse segmento. O modelo aposta em linhas musculosas e uma linha de cintura bastante marcada, com iluminação totalmente em LEDs que inaugura uma identidade visual renovada para a Dacia. Quando chegar ao Brasil sob o emblema Renault, contudo, o estilo deverá se aproximar mais do Boreal e da futura picape Niagara.

Interior compartilhado e porta-malas de 600 litros

Por dentro, a familiaridade com o Bigster e o Boreal fica evidente. A Dacia optou por materiais sustentáveis nos acabamentos e tecidos, sem abrir mão de comandos físicos. O console central elevado concentra o seletor de câmbio, os modos de tração e condução e o freio de estacionamento. O porta-malas oferece 600 litros de capacidade.

Sistema híbrido que o Brasil espera

O Dacia Striker está disponível com diversas motorizações, incluindo GLP e sistema mild-hybrid de 48 volts. A configuração mais relevante para o cenário brasileiro, porém, é a arquitetura híbrida completa: motor 1.8 aspirado de 109 cv associado a dois motores elétricos com 49 cv e bateria de 1,4 kWh. A prioridade é rodar em modo elétrico para reduzir consumo e emissões.

Na versão com tração 4×4, o Striker emprega motor 1.2 turbo de 140 cv no eixo dianteiro, enquanto o traseiro recebe um motor elétrico de 31 cv, que auxilia tanto em funcionamento elétrico quanto híbrido. No Brasil, esse esquema poderia ser combinado ao motor 1.3 turbo com eletrificação de 48 volts no eixo dianteiro.

Planos da Renault Geely para 2027

A Renault Geely planeja investir R$ 3,8 bilhões no Brasil. Ainda neste ano, dois modelos Geely começam a ser produzidos, além da renovação de um Renault — provavelmente o Kwid. Para 2027, está prevista uma nova plataforma destinada a um novo Renault.

Prometida como uma base de zero emissões, essa plataforma tem grande chance de sustentar justamente o novo SUV cupê eletrificado. Há também forte expectativa pela nova geração do Duster, já flagrada em testes no Brasil rodando com o sistema eletrificado previsto para o Boreal — o mesmo já presente na versão turca do modelo.

Dacia Striker: o SUV cupê híbrido que será nacional como irmão do Renault Boreal