28 de julho de 2026 23°C São Paulo, SP
Assine
Elétricos

BYD Dolphin Mini de segunda geração cresce, ganha motor de 129 cv e supera o Dolphin GS

Segunda geração do BYD Dolphin Mini cresce em dimensões, ganha motor de 129 cv e supera o Dolphin GS, podendo chegar ao Brasil em breve.

AutoRodas 10 de julho de 2026 3 min de leitura

Registro oficial na China revela que o hatch elétrico ficou maior, mais potente e com visual completamente reformulado para enfrentar rivais como o Geely EX2

Imagens e especificações da segunda geração do BYD Seagull — conhecido internacionalmente como Dolphin Mini — foram publicadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). O modelo sofreu uma transformação radical e deixou para trás o perfil de carro urbano compacto para se posicionar como um hatch elétrico de porte maior e desempenho superior.

Motor salta de 75 cv para 129 cv

A mudança mecânica mais expressiva está sob o capô. O propulsor elétrico de 75 cv da geração atual deu lugar a uma unidade de 129 cv, praticamente dobrando a potência disponível. Com isso, a velocidade máxima declarada subiu de 130 km/h para 150 km/h, tornando o carro mais adequado para deslocamentos rodoviários.

As baterias seguem a tecnologia Blade (LFP), fornecidas pela FinDreams, subsidiária da própria BYD. Até o momento, o governo chinês não divulgou dados sobre capacidade da bateria nem autonomia estimada.

Dimensões que superam o Dolphin GS

Com 4,20 m de comprimento, o novo Dolphin Mini cresceu 42,5 cm em relação ao modelo atual e ultrapassou até mesmo o Dolphin GS, que mede 4,12 m. O entre-eixos foi ampliado em 15 cm, chegando a 2,65 m — mesma medida do Geely EX2. A largura passou para 1,81 m, enquanto a altura ficou praticamente inalterada, em 1,57 m.

O aumento das dimensões trouxe um acréscimo de peso: a configuração de entrada pesa 1.180 kg e a versão mais equipada chega a 1.255 kg, cerca de 20 kg a mais do que antes. A homologação prevê capacidade para cinco ocupantes.

Visual renovado com linhas arredondadas

O design mudou por completo. Na dianteira, vincos acentuados e faróis poligonais estreitos substituem o formato recortado da geração anterior. Nas laterais, maçanetas embutidas semi-ocultas e colunas pretas criam um efeito de teto flutuante, eliminando as antigas linhas plásticas vincadas.

A traseira exibe lanternas trapezoidais invertidas conectadas por uma barra funcional cinza, onde o logotipo da marca aparece centralizado. Entre os itens opcionais listados no registro estão rodas de 16 polegadas com pneus 205/60 R16, molduras de para-lamas diferenciadas e uma câmera instalada junto à terceira luz de freio.

Estratégia contra novos concorrentes

A motivação por trás das mudanças está no avanço dos rivais no mercado chinês. Modelos como o Geely EX2 (Xingyuan) — atualmente o carro mais vendido na China — pressionam a BYD a reagir com um produto mais competitivo em tamanho e potência.

Possível chegada ao Brasil

Mesmo com a BYD demonstrando ritmo mais lento no lançamento de novos modelos no mercado internacional, a segunda geração do Dolphin Mini pode chegar ao mundo mais rapidamente. Além da necessidade de se defender da concorrência, há a possibilidade de unificar as diferentes nomenclaturas da primeira geração, comercializada globalmente como Seagull, Atto 1 e Dolphin Surf, além do próprio nome Dolphin Mini.

A geração atual do modelo foi lançada em 2024 e já é montada no Brasil em regime SKD, com carrocerias importadas armadas e pintadas. Hoje, é o carro elétrico mais vendido do país e lidera as vendas no varejo brasileiro.

BYD Dolphin Mini de segunda geração cresce, ganha motor de 129 cv e supera o Dolphin GS
BYD Dolphin Mini de segunda geração cresce, ganha motor de 129 cv e supera o Dolphin GS