BYD Dolphin híbrido desembarca no Brasil para testes com motor flex e promete ultrapassar 25 km/l
BYD Dolphin híbrido plug-in flex foi flagrado no Espírito Santo durante fase de testes e deve ser lançado no Brasil em 2027
Hatch plug-in da marca chinesa foi flagrado no Espírito Santo e deve chegar às lojas em 2027 com tecnologia flex e produção nacional em Camaçari
Unidades do BYD Dolphin híbrido já circulam em solo brasileiro. O hatch plug-in (PHEV) foi fotografado no Espírito Santo — tanto com quanto sem camuflagem — conforme registros publicados pela página @autorodmotors. O modelo inicia agora sua fase de testes de rodagem no país, com lançamento oficial previsto para 2027 já equipado com tecnologia flex.
Posicionamento estratégico e nomenclatura
Batizado internacionalmente de Dolphin G — em que o “G” é abreviação de “Genius” —, o hatch será a principal aposta da fabricante chinesa na faixa de preço onde disputará mercado com os futuros modelos híbridos leves de Volkswagen e Stellantis. Segundo o jornalista Jorge Moraes, no Brasil o carro poderá adotar o nome “Dolphin GT” para se diferenciar das versões puramente elétricas já comercializadas.
O modelo ocupa uma posição estratégica no portfólio da BYD. Com o mesmo nome de um dos hatches de maior sucesso da marca no país, ele funcionará como elo entre os elétricos de entrada e a linha de SUVs.
Produção nacional e vantagem sobre o Atto 2
A expectativa de alto volume de vendas levou a BYD a definir a fábrica de Camaçari (BA) como local de produção do Dolphin híbrido. A unidade baiana está prestes a ampliar suas operações com áreas de estamparia e pintura funcionando no local, superando a fase em que se limitava a montar veículos com peças importadas. Os primeiros modelos fabricados ali serão o BYD Atto 2 e a picape Mako.
Ao combinar a nova geração híbrida com o uso de etanol, o Dolphin ficará um passo à frente até mesmo do Atto 2 híbrido plug-in flex, prometido em junho mas que ainda não começou a ser entregue aos clientes.
Sistema híbrido DM 5.0: como funciona
A estreia do Dolphin G marca a chegada da quinta geração da arquitetura híbrida plug-in da BYD, denominada DM 5.0. O conjunto prioriza a tração elétrica na maior parte do tempo, reservando ao motor a combustão quatro cilindros 1.5 aspirado o papel principal de gerador de energia.
Potência e desempenho
Na versão de entrada Active, a potência combinada alcança 176 cv. Já nas configurações Boost, Comfort e Sport, o sistema entrega 212 cv. Em todas as variantes, o torque máximo é de 21,4 kgfm e a aceleração de zero a 100 km/h acontece em 8,3 segundos. Esses dados referem-se à configuração europeia, movida exclusivamente a gasolina e eletricidade.
O motor a combustão revisado
O bloco quatro cilindros 1.5 16V aspirado recebeu atualizações importantes. Passou a trabalhar com taxa de compressão elevada de 16:1, incorporou bomba de óleo variável e sistema de refrigeração duplo. Na versão Active, rende até 95 cv e 12,2 kgfm. Nas variantes superiores, a calibração prioriza eficiência, gerando 70 cv com os mesmos 12,2 kgfm de torque.
Motor elétrico como protagonista
Quem puxa a tração é o motor elétrico síncrono de ímã permanente, capaz de produzir sozinho 163 cv e 21,4 kgfm. De acordo com a fabricante, essa lógica de operação elimina hesitações em retomadas e garante que o combustível fóssil seja queimado apenas nas faixas ideais de rendimento. Todas as versões alcançam velocidade máxima limitada a 180 km/h, independentemente da potência combinada.
Eletrônica e gerenciamento térmico
A integração dos três controladores eletrônicos do sistema em uma peça única acelera o processamento de comandos. A engenharia também reestruturou o gerenciamento térmico, adotando resfriamento direto da bateria e controle inteligente da cabine. O resultado prático é menos desperdício energético em condições de frio ou calor extremos, aliviando a demanda sobre a bateria.
Consumo e autonomia que impressionam
No ciclo europeu WLTP, o Dolphin híbrido registra consumo combinado de até 27,9 km/l nas versões de entrada e 26,6 km/l nas topo de linha, variando conforme o peso do veículo. Com tanque cheio e carga completa, a autonomia total declarada chega a 1.018 km na configuração básica e atinge 1.040 km nos catálogos superiores. O alcance puramente elétrico varia de 40 km a 105 km.
Duas opções de bateria Blade
A versão Active utiliza um acumulador de aproximadamente 7,4 kWh, que proporciona 40 km de rodagem sem combustível no padrão WLTP. A recarga em corrente alternada (AC) é limitada a 3,3 kW, exigindo três horas para elevar o nível de energia de 15% a 100%.
As três versões mais equipadas — Boost, Comfort e Sport — contam com bateria de 18,3 kWh, ampliando a autonomia elétrica para até 105 km. Esse pacote aceita recarga AC de até 6,6 kW e suporta estações rápidas de corrente contínua (DC) de até 39 kW. Em eletropostos rápidos, o sistema recupera a carga de 10% a 80% em apenas 26 minutos.
Dimensões, visual e suspensão renovados
Para acomodar o sistema híbrido e convencer como opção familiar, o Dolphin G cresceu. São 4,16 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,57 m de altura e 2,61 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 425 litros, expansíveis a 1.225 litros com o rebatimento do banco traseiro bipartido.
Apesar do porte próximo ao de hatches médios, todas as versões utilizam suspensão traseira por eixo de torção, abrindo mão do esquema independente multibraços presente nos elétricos Dolphin Plus e Dolphin SE.
Design externo exclusivo
A carroceria é inédita. Na dianteira, faróis afilados são unidos por uma faixa central, e o logotipo da marca migrou para o capô. A traseira exibe uma barra de lanternas em LED que cruza toda a tampa do bagageiro, abrigando o emblema da empresa. Um limpador no vigia superior complementa o conjunto.
Interior tecnológico
O painel adota linhas horizontais limpas, saídas de ar discretas e seletor de marchas posicionado na coluna de direção. O motorista conta com quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia oferece tela de 10,1 ou 12,8 polegadas. O grande avanço em conectividade é a integração nativa com o sistema Google, que permite navegação por mapas e comandos por assistente de voz.

