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Híbridos

BYD Dolphin G híbrido será produzido na Bahia e chega ao Brasil em 2027

BYD Dolphin G híbrido terá produção em Camaçari e pode ser o híbrido mais barato da marca no Brasil a partir de 2027

AutoRodas 18 de julho de 2026 4 min de leitura

Primeiro modelo híbrido da linha Dolphin pode se tornar o carro híbrido mais acessível da marca chinesa no mercado brasileiro

Com preço estimado na faixa de R$ 130.000, o BYD Dolphin G híbrido promete ocupar um espaço estratégico no portfólio da fabricante chinesa. O modelo ficaria posicionado entre o Dolphin Mini (R$ 119.990) e o Dolphin GS (R$ 149.990), mirando diretamente o consumidor que ainda resiste à eletrificação total. Esse valor é bem inferior ao praticado na Europa, onde a versão de entrada custa 28.990 euros (cerca de R$ 174.000 em conversão direta), mas a realidade tributária e a estratégia local exigem outro posicionamento.

Produção em Camaçari é prioridade

A competitividade de preço fez da produção do Dolphin G em Camaçari (BA) uma prioridade para a BYD. A montadora já confirmou que o hatch híbrido virá ao Brasil, com lançamento previsto para o início de 2027. A decisão ainda não tomada é se as primeiras unidades serão importadas ou se a estreia já contará inteiramente com veículos fabricados na planta baiana.

A fábrica de Camaçari, aliás, passa por uma ampliação significativa. Novas alas dedicadas a etapas mais complexas — estamparia, soldagem e pintura — estão sendo erguidas e devem estar operacionais antes do fim de 2026, justamente para viabilizar a montagem do Dolphin G.

Caso o preço se confirme, o modelo tem grandes chances de se tornar o carro híbrido mais barato da BYD, custando menos que o Atto 2, que ainda não chegou às lojas mas já tem preço anunciado: R$ 149.990.

Sistema DM 5.0: tração elétrica como protagonista

A mecânica do Dolphin G foi pensada para o mercado brasileiro. Sob o capô, o sistema híbrido DM 5.0 prioriza a tração elétrica na maior parte do tempo. O motor 1.5 aspirado flex opera com uma taxa de compressão elevada (16:1) e atua primariamente como gerador para alimentar as baterias, o que ajuda a minimizar a hesitação nas acelerações.

Isoladamente, o propulsor a combustão entrega 95 cv e 12,2 kgfm. Já o motor elétrico assume a dianteira, com 163 cv e 21,4 kgfm. A potência combinada oscila entre 176 cv e 212 cv, conforme o conjunto de baterias escolhido. O resultado é uma aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos, com velocidade máxima de 180 km/h.

Consumo e autonomia elétrica

A eficiência energética é o grande trunfo da nova arquitetura. Nas versões de entrada, equipadas com baterias Blade de 7,42 kWh, o hatch alcança até 27,9 km/l no ciclo europeu WLTP e percorre cerca de 40 km exclusivamente no modo elétrico.

As variantes mais sofisticadas contam com baterias de 18,3 kWh, ampliando o alcance 100% elétrico para 104 km. O peso extra desse conjunto, porém, reduz a média de consumo combinado para 26,6 km/l. Para compensar, a arquitetura incorpora um controle inteligente de temperatura que minimiza o desperdício de energia.

Dimensões de hatch médio com porta-malas generoso

Para cumprir sua vocação familiar, o Dolphin G cresceu em relação aos demais membros da linha. O carro mede 4,16 m de comprimento e 1,82 m de largura, com entre-eixos de 2,61 m — dimensões que o aproximam de modelos médios. O porta-malas de 425 litros supera o volume oferecido por muitos utilitários vendidos no país.

Esse ganho dimensional, contudo, trouxe concessões na engenharia do chassi. Ao contrário do Dolphin Plus, que conta com suspensão traseira independente, o Dolphin G adota eixo de torção — solução mais simples e barata, comum em configurações mais acessíveis da linha puramente elétrica.

Tecnologia embarcada e equipamentos

No interior, o modelo preserva o padrão da marca com a tela central giratória de 12,8 polegadas. A novidade é a integração nativa do sistema Google, abrangendo mapas e assistente de voz. O pacote tecnológico inclui ainda a função V2L, que permite utilizar a carga do veículo para alimentar equipamentos externos.

Nas versões mais completas, entram em cena assistentes de condução avançados (ADAS), como controle de cruzeiro adaptativo, alerta de ponto cego e sistema de manutenção em faixa. O acabamento superior agrega bancos com aquecimento, ajuste lombar elétrico e teto panorâmico.

Aposta contra hatches e SUVs compactos

A BYD acredita que a combinação do motor flex com um porte mais generoso será suficiente para incomodar os atuais hatches e SUVs compactos de marcas como Volkswagen e Stellantis. Além da mecânica diferenciada, o design do Dolphin G se distancia visualmente dos outros modelos Dolphin, reforçando a proposta de um produto com identidade própria dentro da família.

BYD Dolphin G híbrido será produzido na Bahia e chega ao Brasil em 2027
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