BYD abre a pré-venda do BYD Atto 2 DM-i e revela data de lançamento
BYD Atto 2 DM-i híbrido plug-in flex já aceita reservas nas concessionárias com preços a partir de R$ 149.990 e entregas em até 120 dias
Primeiro SUV compacto híbrido plug-in flex do Brasil, o modelo fabricado em Camaçari começa a ser reservado nas concessionárias por a partir de R$ 149.990
As concessionárias da BYD no Brasil já estão recebendo pedidos de reserva para o inédito Atto 2 DM-i, que chega como o primeiro SUV compacto híbrido plug-in flex produzido no país. O veículo, fabricado na planta de Camaçari (BA), corresponde à versão PHEV do elétrico Yuan Pro — modelo que depois teve o nome alterado pela marca chinesa.
Quanto custa e como reservar o BYD Atto 2
São duas configurações disponíveis, com os seguintes preços:
- BYD Atto 2 DM-i GL: R$ 149.990
- BYD Atto 2 DM-i GS: R$ 169.990
Para garantir uma unidade, o processo é simples, porém exige paciência. Segundo apurou a Autoesporte, as condições estabelecidas pela BYD funcionam da seguinte forma:
- O cliente deve preencher um formulário diretamente na concessionária;
- Após aprovação, é necessário pagar um sinal de R$ 5 mil para efetivar a reserva;
- Caso haja desistência, o valor do sinal será devolvido em até 60 dias.
Prazos de entrega variam conforme a versão
O tempo estimado para receber o carro depende da configuração escolhida. As concessionárias consultadas pela Autoesporte informaram os seguintes prazos, contados a partir da data de reserva:
- BYD Atto 2 DM-i GL: prazo mínimo de 120 dias
- BYD Atto 2 DM-i GS: prazo mínimo de 90 dias
O SUV nacional ainda não teve lançamento oficial para a imprensa brasileira. Contudo, a Autoesporte já pôde conhecê-lo na China, quando o modelo ainda era chamado de Yuan Pro PHEV.
Design e dimensões do BYD Atto 2 DM-i
O Atto 2 compartilha carroceria e visual com o Yuan Pro, SUV elétrico comercializado no Brasil há dois anos. Na dianteira, faróis afilados acompanham uma peça preta brilhante centralizada rente à tampa do capô, onde está o logotipo da fabricante. Uma linha cromada — não luminosa — une o conjunto óptico.
Embora não pertença à linha Ocean (como Dolphin e Dolphin Mini) e sim à linha Dinasty (como Song Pro e Song Plus), o Atto 2 exibe lanternas com desenho fluido, semelhantes às do Dolphin. Elas são interligadas por uma barra luminosa que cruza a tampa do porta-malas. Um aplique preto brilhante entre as colunas B e C cria o efeito de teto flutuante.
Em termos de porte, o SUV mede 4,33 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,67 m de altura e 2,62 m de distância entre eixos. O porta-malas é anunciado com 455 litros de capacidade, porém essa medição utiliza litros d’água — no método VDA, adotado na Europa, o volume registrado é de apenas 256 l. As rodas são de liga leve aro 17 em ambas as versões. O peso é de 1.510 kg na GL e 1.620 kg na GS, diferença explicada pela bateria maior da topo de linha.
Comparado aos rivais diretos, o Atto 2 iguala o comprimento do Hyundai Creta e supera o Volkswagen T-Cross em 12 centímetros. O entre-eixos é 1 cm maior que o do concorrente sul-coreano, mas 3 cm menor que o do modelo alemão. No porta-malas, leva vantagem sobre ambos: o T-Cross oferece 373 litros, e o Creta, 433 l.
A suspensão traseira utiliza eixo de torção, enquanto a dianteira é do tipo McPherson. Os freios são a disco nas quatro rodas.
Motorização híbrida plug-in flex
A grande aposta da BYD contra o T-Cross — líder de emplacamentos no segmento em 2025 — e o Creta — carro mais vendido do varejo no mesmo período — é justamente a motorização híbrida plug-in compatível com gasolina e etanol desde a fábrica.
O conjunto mecânico se baseia na tecnologia DM-i e combina um motor 1.5 aspirado de quatro cilindros, 16 válvulas e injeção direta, que entrega 97 cv, a uma unidade elétrica. Trata-se essencialmente do mesmo powertrain dos modelos King, Song Pro e Song Plus, mas com calibração mais contida. O câmbio tem apenas uma engrenagem mecânica, e a tração é exclusivamente dianteira.
Na comparação com outros mercados, a potência do Atto 2 nacional é inferior: enquanto a versão europeia topo de linha alcança 212 cv combinados, a GS brasileira entrega 197 cv e a GL, 177 cv. O torque máximo combinado é de 30,6 kgfm nas duas configurações.
O Atto 2 é o primeiro SUV compacto no Brasil a contar com motorização híbrida plug-in. O Toyota Yaris Cross, por exemplo, é um híbrido pleno (HEV), sem recarga externa. Com seus 197 cv, a versão GS se credencia como o SUV compacto mais potente do mercado brasileiro e completa a aceleração de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos — 0,1 s mais rápida que a GL.
Baterias e autonomia
As baterias Blade diferem entre as versões. A GL traz um pacote de 7,8 kWh, com autonomia elétrica estimada em 45 km pelo ciclo chinês NEDC. A GS, por sua vez, conta com 18 kWh, proporcionando alcance de 110 km sem acionamento do motor a combustão. Esses números tendem a sofrer reduções substanciais na homologação do Inmetro.
Com o tanque de combustível de 45 litros, a BYD promete autonomia combinada com gasolina de 1.000 km na GL e 1.045 km na GS. O consumo de combustível, no entanto, não foi divulgado pela fabricante.
Recarga apenas em corrente alternada
O carregamento é feito exclusivamente em corrente alternada (AC). A capacidade máxima de carga na versão GL é de 3,3 kW, enquanto a GS aceita até 6,6 kW. Não há possibilidade de recarga rápida em corrente contínua (DC).
Versões, equipamentos e conectividade
O BYD Atto 2 DM-i pode ser adquirido nas cores Branco Skiing, Cinza Time, Preto Obsidian e Azul Malachite. Na opção Azul Malachite, o interior recebe acabamento na cor branca.
A garantia cobre seis anos ou 200 mil km para o veículo e oito anos ou 200 mil km para a bateria. Vale lembrar que diversos componentes possuem prazos de cobertura menores.
Ambas as versões trazem quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas e central multimídia com atualização remota, além de conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay. A diferença fica por conta da tela interativa: na GL, ela é giratória de 10,1 polegadas; na GS, não giratória, mas maior, com 12,8 polegadas.
A abertura das portas é feita por chave sensorial ou cartão NFC — não há botão de partida do motor. Para ligar o veículo, basta estar com a chave a bordo e engatar D ou R na haste de câmbio, posicionada à direita da coluna de direção. São quatro modos de condução disponíveis: Eco, Normal, Sport e Neve.



