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Comparativos

GWM Haval H6 x Omoda 7: comparativo completo entre os SUVs híbridos mais caros

Comparamos as versões mais caras do GWM Haval H6 e Omoda 7, avaliando preço, motorização, desempenho, autonomia elétrica e equipamentos dos SUVs híbridos

AutoRodas 19 de setembro de 2026 Atualizado em 19 de setembro de 2026 6 min de leitura

Confronto detalha preço, motorização, desempenho, consumo, dimensões e equipamentos das versões topo de linha dos dois SUVs chineses

Dois SUVs médios de origem chinesa disputam atenção — e carteira — dos consumidores brasileiros na faixa logo abaixo dos R$ 300 mil. De um lado, o Omoda 7 Prestige, importado e equipado com a segunda geração do sistema SHS, movido exclusivamente a gasolina. Do outro, o GWM Haval H6 PHEV35, produzido em Iracemápolis (SP) e que, desde a linha 2027, ostenta o título de primeiro híbrido plug-in flex fabricado no país.

O recém-chegado da Omoda & Jaecoo mira diretamente a fatia de mercado ocupada pelo Haval H6, modelo que atingiu a décima posição no ranking geral de vendas do Brasil em agosto. As duas marcas oferecem versões de entrada mais acessíveis, mas o foco aqui recai sobre as configurações mais completas e caras de cada um. Os valores foram levantados em setembro de 2026 e podem oscilar conforme região, campanhas promocionais e negociação na rede.

Quanto custa cada um?

A distância de preço entre as versões topo de linha é modesta. O Omoda 7 Prestige está tabelado em R$ 279.990, enquanto o GWM Haval H6 PHEV35 custa R$ 290.000 — diferença de R$ 10.010 a favor do importado.

Vale lembrar que a família Haval H6 ainda conta com a variante GT, vendida por R$ 326.000, única com preparo esportivo e carroceria de SUV cupê. Como a proposta muda de formato, ela não entra neste confronto.

Para quem busca valores menores, existem degraus abaixo nas duas marcas: o Omoda 7 Luxury sai por R$ 254.990, e o Haval H6 PHEV19 custa R$ 250.000, com bateria menor, menos potência e tração apenas dianteira. Há ainda o H6 híbrido pleno, com preço abaixo de R$ 200 mil.

A GWM comercializa o Haval H6 em loja oficial no Mercado Livre, nas concessionárias e no site da marca, e a compra pode ser iniciada com um sinal de R$ 9 mil pago via Pix, abatido do valor final do veículo.

Motorização: simplicidade contra brutalidade

Sob o capô do Omoda 7 Prestige trabalha um motor 1.5 turbo a gasolina de injeção direta, com 135 cv e 20,4 kgfm, em conjunto com um motor elétrico dianteiro de 204 cv e 31,6 kgfm. O resultado combinado é de 279 cv e 37,2 kgfm. A bateria tem capacidade de 18,4 kWh, a tração é dianteira e o câmbio é do tipo DHT, dedicado a híbridos, com uma marcha mecânica e múltiplas relações. A suspensão é independente nas quatro rodas, com esquema multibraço no eixo traseiro.

Já o GWM Haval H6 PHEV35 parte de um propulsor 1.5 turbo flex de 150 cv e agrega dois motores elétricos: um no eixo dianteiro, de 177 cv, e outro no traseiro, de 184 cv e 23,7 kgfm. É desse segundo motor que nasce a tração integral, batizada de Hi4. A potência combinada atinge 393 cv, com 65,5 kgfm, sustentados por uma bateria de 35 kWh. Na linha 2027, o câmbio DHT passou a contar com quatro marchas — o mesmo utilizado pelo Wey 07 — e a suspensão também é independente nas quatro rodas, com multibraço atrás.

O abismo entre os projetos é evidente: o SUV da GWM entrega 114 cv e 28,3 kgfm a mais, bateria quase duas vezes maior e o único sistema de tração integral deste comparativo. O Omoda 7 responde com um arranjo mais simples e mais leve.

Desempenho: vantagem clara do Haval H6

Na arrancada de 0 a 100 km/h, o Omoda 7 Prestige precisa de 8,4 segundos e alcança velocidade máxima de 180 km/h, conforme dados da fabricante. O GWM Haval H6 PHEV35 cumpre a mesma prova em 4,8 s, segundo a marca, e atinge 190 km/h de máxima na linha 2027. São 3,6 s de diferença — um intervalo que costuma separar categorias inteiras.

Consumo e autonomia elétrica

No quesito autonomia puramente elétrica, a GWM leva vantagem por larga margem. O Haval H6 PHEV35 percorre até 126 km apenas com eletricidade pelo ciclo Inmetro, mais do que o dobro dos 60 km do Omoda 7.

Na recarga, ambos aceitam corrente contínua. O Omoda 7 recebe até 40 kW em DC e 6,6 kW em AC. A GWM informa que um carregador rápido de 48 kW leva a bateria de 20% a 80% em cerca de 30 minutos.

Com a bateria esgotada, funcionando como híbrido convencional, o Omoda 7 entrega 14 km/l na cidade e 11,9 km/l na estrada, sempre com gasolina. Já o Haval H6 PHEV35 registra 12,5/9,2 km/l (gasolina/etanol) na cidade e 10,7/7,4 km/l na estrada. Nesse cenário, o importado é mais econômico.

Quando a etiqueta do Inmetro inclui a contribuição da bateria, o panorama se inverte: o Haval H6 PHEV35 sobe para 30,7/22,8 km/l (gasolina/etanol) na cidade e 26,1/18,1 km/l na estrada. A Omoda & Jaecoo não divulga índice equivalente para o Omoda 7.

Existe ainda o trunfo do etanol: o Haval H6 é o único plug-in flex fabricado no Brasil, enquanto o Omoda 7 aceita somente gasolina.

Dimensões: vizinhos de tamanho

As medidas dos dois SUVs são bastante próximas. O Omoda 7 mede 4,66 m de comprimento, 2,72 m de entre-eixos, 1,87 m de largura e 1,67 m de altura. O porta-malas comporta 590 litros, ampliáveis até 1.368 l com os bancos rebatidos, e o tanque tem capacidade para 60 litros.

O GWM Haval H6 supera ligeiramente em todas as cotas externas: 4,68 m de comprimento, 2,74 m de entre-eixos, 1,89 m de largura e 1,73 m de altura, além de 18,1 cm de vão livre do solo. O porta-malas, porém, é menor: 560 litros.

Nenhum dos dois traz estepe. Ambos saem de fábrica com kit de reparo, solução comum entre os chineses e que ainda desagrada parte dos compradores brasileiros.

Equipamentos: fartura nos dois lados

As versões topo de linha são generosas e compartilham uma extensa lista de itens de série: teto solar panorâmico, ar-condicionado digital de duas zonas com ionizador e saídas traseiras, faróis full-LED, chave presencial, head-up display, carregador de celular por indução de 50W, bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação, tampa do porta-malas com acionamento elétrico e pacote de assistentes com controle de cruzeiro adaptativo (ACC), frenagem automática de emergência, permanência em faixa, sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro.

No quesito telas, o Omoda 7 Prestige sai na frente: a central multimídia tem 15,6 polegadas, resolução 2,5K e mecanismo deslizante, acompanhada de quadro de instrumentos digital de 8,88 polegadas. O espelhamento de Apple CarPlay e Android Auto é sem fio, e há reconhecimento de voz em quatro zonas da cabine.

O GWM Haval H6, por sua vez, traz multimídia de 14,6 polegadas, que se tornou flutuante após o facelift do ano passado, e conta com Wi-Fi 4G com função de roteador.

GWM Haval H6 x Omoda 7: comparativo completo entre os SUVs híbridos mais caros
Foto: Divulgação