GWM Ora 5 vai virar família completa com sedã e perua produzidos no Brasil
GWM Ora 5 terá versões sedã e perua fabricadas no Brasil na nova fábrica de Aracruz com capacidade para 200 mil veículos ao ano
Montadora chinesa planeja fabricar diversas carrocerias da linha Ora 5 na nova fábrica de Aracruz (ES), com início das operações previsto para 2029
O SUV elétrico GWM Ora 5, recém-chegado ao mercado brasileiro, não ficará sozinho por muito tempo. A montadora chinesa prepara a expansão do modelo em uma família completa, incluindo um sedã médio e uma perua inédita. E o mais relevante: parte dessa nova gama será fabricada em solo nacional, na planta que a empresa ergue em Aracruz, no Espírito Santo.
Revelação exclusiva ao CBN Autoesporte
Quem confirmou os planos foi Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais e governamentais da GWM, em entrevista exclusiva ao programa CBN Autoesporte. O executivo, porém, manteve certa reserva sobre os detalhes. Disse apenas que o Ora 5 será “produzido no Brasil em diversas opções de carrocerias”, sem revelar qual variante chegará primeiro. Considerando o gosto do consumidor brasileiro, o sedã desponta como a aposta mais provável para estrear no país.
Patentes registradas na China e apresentação prevista para este ano
As duas carrocerias — tanto o três volumes quanto a station wagon — já tiveram suas patentes registradas no Ministério da Indústria e Comércio da China. O sedã foi inclusive tema de teasers publicados nos canais oficiais da GWM nas redes sociais. A apresentação oficial está marcada para acontecer ainda em 2025, embora o lançamento comercial deva ficar para 2027, quando também ocorrerá a estreia internacional dos dois novos integrantes da família Ora 5.
Design inspirado e informações ainda sob sigilo
Até o momento, apenas imagens externas dos modelos foram divulgadas. A traseira da GWM Ora 5 Station Wagon, por exemplo, traz clara inspiração nos Porsche Macan e Cayenne, combinando estilo retrô com traços modernos. Detalhes sobre o interior e o conjunto mecânico permanecem em segredo, mas a expectativa é que tanto o sedã quanto a perua compartilhem boa parte da base técnica com o SUV já à venda — algo natural quando se trata de variantes dentro de uma mesma linha.
Estratégia de ser uma “house of brands”
A lógica da GWM é organizar seus veículos em famílias que funcionam quase como submarcas independentes. Foi assim que nasceram as linhas Haval, Tank, Poer e Wey. A empresa agora quer aprofundar essa estratégia com o Ora 5, transformando-o numa plataforma que abrange múltiplas carrocerias e tipos de motorização.
O que já se sabe sobre o GWM Ora 5 SUV
Lançado em junho com preço de R$ 159 mil — atualizado para R$ 163.990 —, o GWM Ora 5 se posiciona como um dos SUVs elétricos mais acessíveis do Brasil. Com porte semelhante ao Toyota Corolla Cross, o modelo mede 4,47 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,64 m de altura e 2,72 m de distância entre-eixos, oferecendo um pacote generoso por um valor competitivo.
Motor elétrico de segunda geração
O propulsor elétrico instalado no eixo dianteiro representa uma evolução em relação ao do antigo Ora 03. São 204 cv de potência e 26,5 kgfm de torque. Segundo a GWM, o SUV cumpre o 0 a 100 km/h em 7,7 segundos.
Versões híbridas no horizonte
Em outros mercados, o GWM Ora 5 já é comercializado com um conjunto híbrido paralelo (HEV), baseado em motor 1.5 turbo a gasolina de 184 cv. Há ainda planos para uma versão híbrida plug-in. Essa variedade converge com a estratégia para o Brasil: a montadora pretende disponibilizar a nova família com todas as opções eletrificadas — elétrica pura, híbrida e híbrida plug-in.
Fábrica de Aracruz: capacidade quatro vezes maior
A nova unidade fabril da GWM em Aracruz tem previsão de iniciar as operações em 2029, com capacidade anual para até 200 mil veículos. Até o momento, o Ora 5 SUV é o único modelo oficialmente confirmado para a linha de montagem do complexo capixaba.
“O Ora 5 é um grande sucesso de vendas que será produzido na nova fábrica, com a plataforma One. Ela pode receber diversos tipos de carroceria e motorização, como híbridos, híbridos plug-in e elétricos. Vamos trazer todo este contexto para a nossa nova fábrica nacional, várias carrocerias e motorizações”, disse Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da GWM.
Produção para o Brasil e mercados externos
O complexo de Aracruz será dedicado a modelos de alto volume. Sua capacidade produtiva será quatro vezes superior à da unidade de Iracemápolis (SP), que hoje opera com limite de 50 mil unidades por ano e deve encerrar 2026 com cerca de 40 mil carros fabricados — perto do teto máximo. A nova planta capixaba abastecerá tanto o mercado interno quanto praças internacionais.




