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Volkswagen Tukan: a nova picape que vai substituir a Saveiro é revelada sem camuflagem; veja quando chega

Volkswagen Tukan aparece pela primeira vez sem camuflagem na Festa do Peão de Barretos 2026 nas versões Robust e Extreme como sucessora da Saveiro

AutoRodas 21 de agosto de 2026 Atualizado em 21 de agosto de 2026 5 min de leitura

Caminhonete intermediária apareceu pela primeira vez na Festa do Peão de Barretos 2026 nas versões Robust e Extreme

A Festa do Peão de Barretos 2026 foi o palco escolhido pela Volkswagen para tirar todo o mistério em torno da Tukan. Após meses de informações esparsas, a fabricante alemã finalmente exibiu a picape intermediária completamente sem camuflagem — ainda que apenas por fora.

Portas trancadas e interior sob sigilo

Os exemplares apresentados em Barretos tinham vidros escurecidos e portas travadas. Ou seja, a Volkswagen mantém o interior da Tukan como segredo por enquanto. A expectativa é que o habitáculo compartilhe diversos elementos com o T-Cross, já que ambos dividem boa parte da estrutura.

Apesar de o visual já ter sido mostrado em 2026, as vendas só devem começar no primeiro trimestre de 2027. A produção acontecerá na fábrica de São José dos Pinhais (PR).

Duas versões: Robust e Extreme

A marca trouxe ao evento apenas duas configurações, que devem representar os extremos da gama. A versão de entrada se chama Robust e a topo de linha, Extreme. Ambas estavam alinhadas com projeções publicadas anteriormente pela Autoesporte, que já havia antecipado a existência da opção mais acessível em abril.

Detalhes da versão Extreme

Na Tukan Extreme, faróis de LED são conectados por uma barra prateada que transmite a impressão de ser luminosa. A grade exibe detalhes hexagonais, e faróis de neblina integram o pacote exclusivo das versões topo de linha. Rodas de liga leve de 17 polegadas calçam pneus 205/55 R17, e o estepe fica alojado na parte inferior da picape.

Outro detalhe observado na Extreme é a presença de estribo lateral e o nome da versão aplicado em um aplique de plástico.

Base técnica compartilhada com o T-Cross

Embora o design lembre mais o SUV de entrada Tera, a escolha pela planta paranaense se justifica pela proximidade com a linha de montagem do T-Cross. Da ponta do para-choque dianteiro até o fim das portas laterais dianteiras, todo o underbody, chapas estruturais de aço, colunas A e B, para-brisa, suspensão, freios e cubos de roda dianteiros serão emprestados do SUV compacto. Tudo parte da plataforma MQB A0.

Projeto pensado para brigar com Fiat Strada e Toro

A Volkswagen Tukan foi concebida para atacar dois segmentos de uma só vez no mercado brasileiro. Em entrevista exclusiva à Autoesporte em setembro do ano passado, o CEO global da marca, Thomas Schäfer, já havia definido a missão do modelo: ser uma picape de trabalho e “lifestyle” ao mesmo tempo. Isso se viabiliza pelas configurações de cabine simples e cabine dupla.

Primeiro híbrido flex nacional da Volkswagen

A Tukan será o primeiro modelo híbrido flex de produção nacional da Volkswagen no Brasil. O projeto faz parte do ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões da empresa na América do Sul até 2028.

Motor 1.5 TSI Evo2 com sistema MHEV

A picape intermediária vai inaugurar o motor 1.5 TSI Evo2 flex equipado com sistema híbrido leve (MHEV) de 48 Volts, inicialmente importado do México. O conjunto entrega 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, combinado com câmbio automatizado DSG de dupla embreagem e sete marchas. Uma versão híbrida plena (HEV) com o mesmo propulsor está nos planos, mas somente em uma segunda etapa do projeto, após 2030.

Ciclo Miller em vez do convencional Otto

Um diferencial importante em relação aos conjuntos híbridos leves de 12V e 48V da Stellantis: o motor 1.5 TSI Evo2 flex da Volkswagen já chegará preparado para operar em ciclo Miller. Nesse sistema, as válvulas de admissão permanecem abertas por mais tempo durante o início da compressão. Isso permite recuperar parte da mistura ar-combustível e gerar um curso de expansão maior que o de compressão, elevando a eficiência energética.

Motorização para a versão de entrada

As configurações de cabine simples devem receber o já conhecido motor 1.6 MSI herdado da Saveiro, com possível opção movida exclusivamente a etanol. O propulsor rende 116 cv de potência e 16,1 kgfm de torque, sempre acoplado a câmbio manual de cinco marchas.

Possível motor intermediário

Existe ainda a possibilidade de versões intermediárias adotarem o conjunto 250 TSI: motor 1.4 turbo flex de quatro cilindros com 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, acompanhado de câmbio automático de seis marchas.

Suspensão traseira robusta e freios a tambor

A suspensão traseira da Tukan utiliza uma arquitetura de eixo rígido ômega com molas semielípticas, solução idêntica à empregada na Fiat Strada. A escolha visa aumentar a robustez e a capacidade de carga, um trunfo da novata perante a líder do segmento.

Nos freios traseiros, o sistema é a tambor, conforme constatado pela reportagem da Autoesporte durante um flagra do modelo em março. A Volkswagen do Brasil informou que a nova Tukan já nascerá com 85% de peças nacionais.

Dimensões e caçamba

Em termos de tamanho, esperam-se medidas próximas às da Chevrolet Montana: aproximadamente 4,75 metros de comprimento, 2,80 m de entre-eixos, menos de 1,80 m de largura e 1,70 m de altura.

O volume e a capacidade da caçamba ainda não foram divulgados. Para comparação, a Saveiro oferece 580 litros e suporta 638 kg. O que já se sabe é que a tampa da caçamba na Tukan será aberta por meio de um puxador integrado ao logotipo da marca.