11 de setembro de 2026 23°C São Paulo, SP
Assine
Elétricos

SAIC ultrapassa BYD e conquista a liderança entre montadoras chinesas no mercado global

SAIC vendeu 2,05 milhões de veículos no primeiro semestre de 2026 e ultrapassou a BYD, que caiu para o oitavo lugar global

AutoRodas 11 de agosto de 2026 Atualizado em 11 de agosto de 2026 4 min de leitura

Dona da MG vendeu 2,05 milhões de veículos no primeiro semestre de 2026, enquanto a BYD amargou retração de quase 16% e caiu para o oitavo lugar mundial

O cenário competitivo entre as gigantes automotivas da China mudou drasticamente nos seis primeiros meses de 2026. A SAIC, grupo que controla a marca inglesa MG, desbancou a BYD ao acumular 2,05 milhões de veículos comercializados entre janeiro e junho. O número garantiu à companhia a sexta posição no ranking mundial de fabricantes — com uma oscilação negativa de apenas 0,39% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

A BYD, por sua vez, viveu uma queda expressiva. Suas entregas totalizaram 1,81 milhão de unidades, um tombo de 15,73% na comparação interanual. O resultado empurrou a marca para a oitava colocação global, duas posições abaixo da rival chinesa.

Toyota segue inabalável no topo mundial

Mesmo com as movimentações entre as marcas asiáticas, o primeiro lugar do mercado global não apresentou surpresas. Pelo sétimo semestre consecutivo, a Toyota liderou o ranking ao somar 5,01 milhões de emplacamentos — incluindo as operações sob a bandeira Lexus. A montadora japonesa, porém, não escapou de um recuo de 2,9%.

Logo atrás, o Grupo Volkswagen manteve a vice-liderança com 4,13 milhões de automóveis entregues, mas viu sua trajetória de recuperação ser interrompida por uma retração de 6,35%.

O Hyundai-Kia completou o pódio com 3,60 milhões de unidades vendidas e queda de 1,58%. Internamente, o desempenho foi desigual: a Hyundai registrou recuo de 4,9%, ficando com 1,96 milhão de veículos, ao passo que a Kia avançou 2,7% e alcançou 1,63 milhão de entregas.

Stellantis se destaca com crescimento de dois dígitos

Em quarto lugar, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi acumulou 2,97 milhões de emplacamentos, com retração de 3,57%. No detalhamento por marca, a Renault somou 1,16 milhão de unidades (queda de 0,4%), a Nissan registrou 1,51 milhão (recuo de 6,7%) e a Mitsubishi fechou com 387.000 veículos.

A Stellantis apareceu na quinta posição, praticamente empatada com a aliança franco-japonesa, ao comercializar 2,96 milhões de automóveis. Sob o comando de Antonio Filosa, o conglomerado alcançou crescimento de 11,04% — um dos raros saldos positivos entre os grandes grupos ocidentais no acumulado de 2026.

General Motors interrompe sequência de quedas

Entre a SAIC e a BYD no ranking, a General Motors conquistou a sétima posição com 1,88 milhão de unidades vendidas. A leve alta de 0,21% teve significado especial para o grupo norte-americano: representou a interrupção de uma série de baixas consecutivas que se estendia desde 2024.

Outras chinesas crescem, mas Changan recua

Além da SAIC, outras montadoras chinesas registraram expansão no período. A Geely chegou a 1,42 milhão de emplacamentos, com alta de 0,99%, enquanto a Chery somou 1,36 milhão de automóveis e cresceu 7,73%. Em sentido contrário, a Changan amargou retração de 11,76%, encerrando o semestre com 1,19 milhão de unidades.

Ranking global de fabricantes — 1º semestre de 2026

  • 1º — Toyota (inclui Lexus): 5,01 milhões | -2,90%
  • 2º — Grupo Volkswagen: 4,13 milhões | -6,35%
  • 3º — Hyundai-Kia: 3,60 milhões | -1,58%
  • 4º — Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi: 2,97 milhões | -3,57%
  • 5º — Stellantis: 2,96 milhões | +11,04%
  • 6º — SAIC (matriz da MG): 2,05 milhões | -0,39%
  • 7º — General Motors: 1,88 milhão | +0,21%
  • 8º — BYD: 1,81 milhão | -15,73%
  • 9º — Geely: 1,42 milhão | +0,99%
  • 10º — Chery: 1,36 milhão | +7,73%
  • 11º — Changan: 1,19 milhão | -11,76%

Marcas alemãs de luxo enfrentam retração acentuada

O segmento premium também sentiu o peso da desaceleração global. A BMW manteve a dianteira entre as marcas de alto padrão ao entregar 1,15 milhão de automóveis, apesar de um recuo de 4,19% na comparação anual.

A Mercedes-Benz sofreu o impacto mais severo do grupo: seus 837.200 veículos negociados no mundo representaram uma queda de 22,21%, a maior entre as concorrentes diretas. A Audi completou o trio alemão com 727.200 licenciamentos e retração de 8,41% frente ao mesmo semestre do ano anterior.

Ranking de marcas premium — 1º semestre de 2026

  • 1º — BMW: 1,15 milhão | -4,19%
  • 2º — Mercedes-Benz: 837.200 | -22,21%
  • 3º — Audi: 727.200 | -8,41%

A retração generalizada no segmento de luxo e as oscilações entre os grupos asiáticos evidenciam uma reorganização do mercado internacional. A expansão da SAIC na Europa tem sustentado seu volume de vendas, enquanto concorrentes diretos enfrentam desaceleração em diferentes frentes.