Toyota Hilux 2028 é flagrada em testes no Brasil e terá opções elétrica e híbrida
Protótipo da Toyota Hilux 2028 foi flagrado em São Paulo com carroceria definitiva e modelo terá versões elétrica e híbrida
Protótipo camuflado da picape foi fotografado no interior de São Paulo; produção começa na Argentina ainda em 2026
Um protótipo camuflado da nova Toyota Hilux 2028 foi flagrado rodando no interior de São Paulo, segundo imagens divulgadas pelo site Guru dos Carros. O veículo já circula com carroceria definitiva, indicando que o desenvolvimento regional está em estágio avançado. No entanto, o início das vendas no mercado brasileiro só está previsto para o primeiro trimestre de 2027.
Preparativos na fábrica de Zárate e cronograma de produção
A defasagem em relação ao lançamento nos mercados asiáticos tem uma razão concreta: a fábrica de Zárate, na Argentina, precisa receber novos ferramentais e matrizes de estamparia. A Toyota se prepara para oficializar o investimento no complexo industrial. De acordo com a imprensa argentina, a produção da Hilux reformulada começará no final de 2026, o que empurra a chegada às concessionárias para o ano seguinte.
O lançamento seguirá um cronograma escalonado. As primeiras unidades a desembarcar nas lojas virão equipadas com o motor 2.8 turbodiesel já utilizado na geração atual, sem qualquer tipo de assistência elétrica. A partir do segundo trimestre de 2027, a Toyota passará a fabricar a Hilux dotada do sistema híbrido leve (MHEV) de 48V, integrado ao propulsor a combustão.
Motorização e capacidades mantidas
A tecnologia MHEV promete reduzir o consumo de combustível e as emissões de poluentes sem comprometer a vocação utilitária do modelo. A capacidade de carga permanece em 1.000 kg e o limite de reboque segue em 3.500 kg. Potência de 204 cv e torque de 50,9 kgfm devem ser preservados, embora o mercado aguarde a confirmação de uma eventual calibração de 224 cv e 55 kgfm em uma possível versão GR-Sport.
Chassi reforçado e suspensão com duas filosofias
Apesar de manter a plataforma atual, a Hilux 2028 recebeu pontos de solda adicionais no chassi, elevando a rigidez estrutural. A engenharia também instalou novos coxins hidráulicos no motor e na cabine, o que diminui a aspereza percebida pelos ocupantes.
A suspensão foi recalibrada com duas abordagens distintas. Nas versões de entrada, o ajuste privilegia o trabalho pesado. Já nos modelos mais caros, a calibração foi orientada para o conforto com a caçamba vazia — uma demanda frequente entre consumidores que usam a picape no dia a dia urbano.
Mudança visual e interior conectado
A Toyota classifica o modelo como uma nova geração, mas, na prática, trata-se de uma reestilização profunda que preserva a estrutura lateral da cabine. A dianteira foi completamente redesenhada seguindo a linguagem visual global da marca, com grade, faróis e para-choques inéditos.
O interior abandona parte do aspecto rústico e aposta na conectividade. A central multimídia passa a contar com tela de 12,3″, processador mais rápido e espelhamento sem fio de série em todas as versões. O painel de instrumentos adota tela de 7″ nas versões de acesso, enquanto as configurações de topo recebem visor 100% digital de 12,3″.
Ergonomia e direção
Os bancos foram redesenhados e os comandos físicos giratórios do ar-condicionado foram mantidos, atendendo a quem prefere praticidade. Outra novidade relevante para o uso urbano é a adoção de caixa de direção com assistência elétrica nos modelos mais equipados. As versões voltadas ao trabalho continuam com o sistema hidráulico tradicional.
Segurança ampliada
O pacote de segurança evolui de forma significativa. Passam a ser oferecidos alerta de ponto cego, sistema de tráfego cruzado traseiro e um airbag central dianteiro inédito, projetado para evitar o choque de cabeça entre motorista e passageiro em colisões laterais de alta severidade.
Versão 100% elétrica confirmada
A estratégia multienergia da Toyota reserva ainda uma variante totalmente elétrica para a fábrica argentina. Essa configuração utiliza bateria de 59,2 kWh e promete autonomia de 240 km, com foco em operações comerciais de curta distância. A capacidade de reboque é limitada a 1.600 kg.
O trem de força combina um motor dianteiro de 112 cv e 20,9 kgfm com um motor traseiro de 176 cv e 27,4 kgfm, resultando em potência combinada de 196 cv — números abaixo dos entregues pelo propulsor turbodiesel. A produção dessa variante está programada para o último trimestre de 2027, com desembarque no mercado brasileiro apenas em 2028.
Novo SW4 também está garantido
O utilitário esportivo SW4, derivado da Hilux, terá futuro assegurado na região. A produção do SUV na planta de Zárate, com as mesmas atualizações visuais e tecnológicas da picape, deve começar entre março e abril de 2027.


