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Mercado

Geely mira o Top 5 mundial até 2030 e planeja fábrica no Brasil como peça estratégica

Geely planeja alcançar o Top 5 mundial até 2030 com meta de 6,5 milhões de veículos anuais e produção local no Brasil

AutoRodas 7 de julho de 2026 2 min de leitura

Presidente da Renault Geely Brasil revelou durante o E-Days que produção local será essencial para a meta de 6,5 milhões de veículos anuais

O mercado brasileiro pode ganhar uma nova dimensão dentro dos planos de uma das maiores fabricantes de automóveis do planeta. A Geely, gigante chinesa que hoje ocupa a oitava posição entre os maiores grupos automotivos globais, traçou uma rota ambiciosa: alcançar o Top 5 mundial até o final desta década, com vendas anuais na casa de 6,5 milhões de unidades.

Produção nacional como eixo de crescimento

Para que essa meta se concretize, o Brasil precisa assumir um papel que vai muito além de simplesmente absorver veículos importados. Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely Brasil, deixou claro que a fabricação local será determinante na estratégia de expansão internacional da companhia.

A fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná, é a estrutura industrial escolhida para abrigar os novos produtos da Geely no país. A planta já está sendo preparada para receber essas linhas de produção, o que sinaliza um compromisso de longo prazo da montadora com o território brasileiro.

Declarações de Ariel Montenegro no E-Days

Durante sua participação no E-Days, Montenegro detalhou a ambição global da fabricante e situou o Brasil dentro desse cenário. O executivo foi direto ao apresentar os números que balizam o plano de crescimento:

“Hoje somos o oitavo maior grupo automotivo do mundo. A nossa ambição é estar entre os cinco maiores até 2030, chegando a cerca de 6,5 milhões de veículos vendidos por ano”, afirmou Montenegro.

O caminho até o Top 5 global

A estratégia da Geely envolve uma combinação de fortalecimento em mercados emergentes e utilização de estruturas já consolidadas em diferentes países. No caso brasileiro, a parceria com a Renault oferece uma vantagem competitiva importante: infraestrutura fabril já existente e operacional, dispensando o investimento e o tempo necessários para erguer uma planta do zero.

Com esse movimento, a montadora chinesa sinaliza que pretende transformar o Brasil em um polo produtivo relevante para sua operação global, e não apenas um destino de exportação. A aposta na produção local representa uma mudança significativa no posicionamento da marca no país e reforça a intenção de competir de forma mais agressiva no mercado nacional.