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Novo Jeep Cherokee híbrido é registrado no Brasil e pode oferecer mais de 800 km de autonomia

Jeep Cherokee híbrido 2026 tem desenho industrial registrado no Brasil e pode ser importado do México com autonomia superior a 800 km

AutoRodas 20 de maio de 2026 3 min de leitura

SUV da marca americana teve desenho industrial homologado no INPI e pode chegar importado do México para disputar mercado com utilitários chineses

O retorno do Cherokee ao portfólio da Jeep ganhou um capítulo importante no Brasil. O modelo teve seus registros de desenho industrial homologados pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o que reacende especulações sobre uma eventual comercialização em território nacional. O movimento não surge do nada: o SUV já havia sido apresentado ao público brasileiro no estande da marca durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, justamente para medir a receptividade dos consumidores.

Dimensões generosas e ganho de espaço interno

Dois anos após ser descontinuado, o Cherokee ressurge completamente reformulado. Com 4,77 m de comprimento, 2,12 m de largura total (incluindo espelhos) e 1,71 m de altura, o utilitário apresenta entre-eixos de 2,87 m — são 15,2 cm a mais em relação ao antecessor. Esse avanço na distância entre eixos se traduz em espaço interno equiparável ao de alguns utilitários de porte superior, posicionando-o acima do Commander produzido no país.

Design repaginado com foco em aerodinâmica

As linhas arredondadas da geração anterior deram lugar a um desenho mais retilíneo, com caixas de rodas quadradas. A mudança não é apenas estética: a engenharia de carroceria busca melhorar o coeficiente aerodinâmico e otimizar o fluxo de ar em velocidades rodoviárias, além de compensar o acréscimo de peso provocado pelo sistema de baterias do conjunto híbrido.

Primeiro híbrido pleno da Jeep

A grande novidade mecânica é a estreia da tecnologia híbrida plena (HEV) na linha da marca. Sob o capô, o Cherokee 2026 traz o conhecido motor 1.6 turbo de quatro cilindros THP, utilizado também por Peugeot e Citroën. O propulsor opera em conjunto com uma arquitetura elétrica de 350 volts e duas unidades elétricas posicionadas nos eixos, entregando potência combinada de 213 cv e torque máximo de 31,8 kgfm. Uma variante não eletrificada também existe no portfólio global, equipada com motor 2.0 turbo a gasolina.

Transmissão e recarga sem tomada

A transmissão eCVT distribui a força entre as quatro rodas, dispensando qualquer tipo de recarga externa por tomada. A bateria de 1,08 kWh é alimentada exclusivamente por frenagem regenerativa e pelo motor a combustão. Segundo dados divulgados pela Jeep, o SUV acelera de 0 a 60 mi/h (96 km/h) em 8,3 segundos, atinge consumo médio combinado de 15,7 km/l e entrega autonomia total superior a 800 km.

Importação do México e posicionamento de preço

Embora registros de desenho industrial nem sempre signifiquem lançamento garantido — muitas vezes servem apenas como proteção de propriedade intelectual —, a passagem do Cherokee pelo Salão do Automóvel do ano passado indica interesse concreto da Jeep em trazer o modelo ao Brasil. Caso se confirme, a importação viria do México, aproveitando acordos comerciais que reduzem a carga tributária e tornam o preço mais competitivo frente à crescente ofensiva de utilitários eletrificados chineses.

O Cherokee ocuparia a faixa de preço acima do Commander, oferecendo como diferencial um sistema híbrido mais robusto — em contraste com a tecnologia MHEV presente no SUV fabricado localmente. Atualmente, o Commander é comercializado com valores entre R$ 228.790 e R$ 329.990.

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