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McLaren confirma seu primeiro SUV para rivalizar com Ferrari Purosangue e Lamborghini Urus

McLaren abandona resistência histórica e confirma SUV para até 2030 com investimento bilionário para rivalizar com Ferrari Purosangue e Lamborghini Urus

AutoRodas 17 de setembro de 2026 3 min de leitura

Marca britânica abandona resistência histórica contra utilitários e anuncia investimento bilionário para viabilizar o projeto até 2030

A experiência de Michael Leiters, CEO da McLaren, pode ser decisiva para o sucesso do empreendimento. Leiters carrega no currículo a participação direta no desenvolvimento do Porsche Cayenne e do Ferrari Purosangue — dois dos utilitários de luxo mais bem-sucedidos do mercado. Sob sua liderança, a fabricante inglesa confirmou que terá seu próprio SUV de alto desempenho rodando até o final da década.

Investimento de £500 milhões e nova fábrica no Reino Unido

O projeto vem acompanhado de um aporte massivo: 500 milhões de libras esterlinas, cifra equivalente a aproximadamente R$ 3,5 bilhões. Os recursos serão canalizados para a expansão das operações britânicas da marca, com destaque para a construção de uma linha de montagem completamente nova, separada da sede histórica em Woking. A expectativa é que o investimento gere ao menos 1.000 postos de trabalho diretos até 2032.

Sobrevivência financeira como motor da decisão

Durante mais de uma década, executivos da McLaren sustentaram que produzir um utilitário seria incompatível com a tradição de superesportivos da marca. Os números de vendas, contudo, tornaram essa posição insustentável. Em 2025, a empresa fabricou cerca de 2.000 veículos no total. Já a Ferrari monta até 3.000 unidades somente do Purosangue por ano, enquanto o Lamborghini Urus, sozinho, supera com folga o dobro desse volume.

A disparidade evidencia que ignorar o segmento de utilitários esportivos de luxo comprometeu o crescimento da marca inglesa. A mudança de rota tem como objetivo central garantir a sobrevivência financeira da companhia frente aos concorrentes europeus.

Motores próprios e transição para híbridos

O aporte bilionário também redesenha a engenharia da fabricante. A McLaren encerrará a parceria de longa data com a Ricardo, que até agora era responsável pela produção dos propulsores da marca. Todo o projeto e a fabricação das unidades de potência serão internalizados. A empresa já trabalha no desenvolvimento de dois novos motores e transmissões com arquitetura híbrida, consolidando a transição energética de seu portfólio.

Fibra de carbono como diferencial técnico

O novo SUV poderá se diferenciar dos rivais pela filosofia construtiva. Michael Straughan, chefe de operações da companhia, declarou à revista britânica Autocar que o modelo pode adotar uma estrutura baseada em uma banheira de fibra de carbono. A solução, caso confirmada, representará um contraponto técnico em relação a concorrentes como o Aston Martin DBX, o Ferrari Purosangue e o Lamborghini Urus, que recorrem ao alumínio. O objetivo é controlar a massa de um veículo que, por natureza, é mais pesado e alto que os superesportivos tradicionais.

Porta aberta para novas configurações mecânicas

Além de disputar o mercado de utilitários esportivos de luxo, o novo modelo abre caminho técnico inédito para a McLaren. A partir dessa plataforma, a fabricante poderá desenvolver futuros carros equipados com motor dianteiro e tração integral — configurações até agora ausentes de seu catálogo.

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