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Ferrari Luce: o primeiro carro elétrico da marca tem 1.050 cv e design assinado pelo criador do iPhone

Ferrari Luce estreia como primeiro elétrico da marca com 1.050 cv, quatro motores, design de Jony Ive e autonomia de 530 km

AutoRodas 25 de maio de 2026 Atualizado em 25 de maio de 2026 4 min de leitura

Superesportivo italiano de quatro portas e cinco lugares inaugura a era elétrica de Maranello com arquitetura revolucionária e autonomia de 530 km

Roma foi o palco escolhido para a apresentação, nesta segunda-feira (25), do modelo que redefine a trajetória da Ferrari. A Ferrari Luce é o primeiro veículo 100% elétrico produzido pela fabricante italiana e chega rompendo convenções ao adotar uma carroceria de quatro portas com espaço para cinco ocupantes — algo que as tradicionais configurações transeixo dos supercarros a combustão nunca permitiram.

Design revolucionário com a assinatura de Jony Ive

A aparência do novo modelo se afasta deliberadamente da linguagem visual recente da marca. O projeto é fruto de uma colaboração com o coletivo LoveFrom, comandado por Jony Ive (ex-Apple que fez o iPhone) e Marc Newson. O resultado é uma carroceria em que o teto se transforma em uma ampla superfície envidraçada integrada aos para-lamas.

Asas dianteira e traseira parecem flutuar ao redor da silhueta de vidro, canalizando o fluxo de ar com eficiência. Para disfarçar as proporções generosas do carro, a Ferrari recorreu a rodas de dimensões assimétricas: 23 polegadas na dianteira e 24 polegadas na traseira — o maior conjunto já montado em uma Ferrari de produção.

Quatro motores e desempenho de pista

A propulsão fica por conta de quatro motores de fluxo radial, derivados da tecnologia das competições, posicionados individualmente em cada roda. Juntos, eles entregam 1.050 cv de potência máxima. Essa configuração garante controle de tração independente e vetorização de torque em tempo real, permitindo que o carro distribua a força entre os eixos conforme a exigência de cada curva.

A alimentação vem de uma bateria estrutural de 122 kWh embutida no assoalho, operando em um sistema de 800 V. A recarga rápida aceita até 350 kW, e a autonomia prometida ultrapassa os 530 km com carga completa.

Números de desempenho

  • 0 a 100 km/h em 2,5 segundos
  • 0 a 200 km/h em 6,8 segundos
  • Velocidade máxima superior a 310 km/h

Esses resultados são alcançados apesar do peso em ordem de marcha de 2.260 kg, compensado pela resposta instantânea característica dos motores elétricos.

Engenharia para domar o peso

Gerenciar a massa adicional exigiu soluções inéditas. A traseira recebeu o primeiro subchassi montado elasticamente já aplicado pela marca, com o objetivo de filtrar vibrações. O esterçamento independente das quatro rodas integra o pacote de série, e a aerodinâmica ativa rebaixa a suspensão dianteira em 1 cm em altas velocidades, melhorando a penetração no ar sem comprometer o conforto de rodagem.

Som mecânico real amplificado

A ausência do ronco de um motor a combustão — ponto sensível para qualquer Ferrari — recebeu tratamento engenhoso. Um acelerômetro instalado no centro do eixo capta as vibrações reais das peças em movimento. Esse sinal é filtrado e amplificado fisicamente, sendo projetado tanto para o interior quanto para fora da cabine. A intensidade varia de acordo com o modo de condução selecionado no volante, preservando uma experiência sonora autêntica.

Interior sem túnel central e tecnologia de ponta

Sem a necessidade de um túnel de transmissão, a cabine de cinco assentos ganha amplitude. As telas de informação foram co-desenvolvidas com a Samsung Display e convivem com comandos físicos usinados. O acabamento combina couro premium, vidro temperado e alumínio reciclado.

Concorrência e mercado

A chegada da Ferrari Luce coloca Maranello em disputa direta com o Taycan Turbo GT da Porsche e o Lucid Air Sapphire, além de obrigar a marca a encarar a ofensiva dos superesportivos elétricos chineses de alto desempenho, caso do Yangwang U9.

Os preços oficiais ainda não foram divulgados, porém as estimativas indicam valores significativamente acima dos praticados pelo SF90 Stradale e pelo utilitário Purosangue. A produção será verticalizada na Itália, e as reservas já estão abertas nos mercados internacionais. A previsão de chegada às importadoras brasileiras é o segundo semestre de 2027.

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