Comparativo: Geely EX2 Max vs BYD Dolphin GS — Veja qual elétrico oferece o melhor custo-benefício em 2026
Geely EX2 Max e BYD Dolphin GS se enfrentam em comparativo de preço, autonomia, tecnologia e desempenho entre hatches elétricos chineses
Com diferença de R$ 13 mil no preço, os dois hatches elétricos chineses se enfrentam em uma disputa acirrada por espaço, tecnologia e eficiência
Uma diferença de R$ 13.190 separa os dois protagonistas deste duelo elétrico. O Geely EX2 Max, versão topo de linha do recém-chegado hatch chinês, custa R$ 136.800. Já a configuração de entrada do BYD Dolphin, a GS, é tabelada em R$ 149.990 — valor que oscilou desde o lançamento, em junho de 2023, mas retornou ao patamar original. É uma vantagem financeira expressiva logo de partida para o estreante.
Custos de manutenção e seguro favorecem o Geely
A economia do EX2 não se limita ao preço de compra. Nos primeiros cinco anos de uso — ou 100.000 km rodados — as revisões do Geely somam R$ 3.245. No caso do Dolphin, o acumulado chega a R$ 3.985, aproximadamente R$ 700 a mais.
Na questão do seguro, a tendência se repete. Segundo a Creditas Seguros, o valor médio para o EX2 Max é de R$ 3.977, enquanto para o Dolphin GS sobe para R$ 4.318. O novato, portanto, pressiona o rival em todos os custos de aquisição e posse.
Dimensões semelhantes, mas porta-malas bem diferentes
No quesito tamanho, os dois hatches praticamente se igualam. O EX2 mede 4,14 metros de comprimento; o Dolphin tem apenas 1 cm a menos. É um porte comparável ao de um Chevrolet Onix. Ambos calçam rodas de 16 polegadas, mantendo o equilíbrio visual.
Entretanto, o espaço para bagagens conta uma história diferente. O hatch da Geely entrega 375 litros no porta-malas — volume equivalente ao de um Volkswagen T-Cross. E há mais: um compartimento sob o capô acrescenta 70 litros, totalizando expressivos 445 litros. O Dolphin fica atrás com seus 345 litros. Nenhum dos dois oferece estepe — apenas kit de reparo.
Espaço interno surpreende nos dois modelos
O entre-eixos do EX2 é de 2,65 m, idêntico ao do T-Cross. Curiosamente, apesar de dimensões externas menores, o elétrico da Geely proporciona mais conforto na segunda fileira do que o SUV da Volkswagen. Os passageiros traseiros dispõem de amplo espaço para as pernas e ainda contam com um compartimento de até 28 litros sob o banco.
O Dolphin impressiona com um entre-eixos de 2,70 m — equivalente ao de um Toyota Corolla, um sedã médio. Em ambos os carros, o assoalho plano beneficia quem viaja no assento central, e a saída de ar-condicionado traseira é um recurso bem-vindo nos dias mais quentes.
Acabamento: minimalismo versus praticidade
O interior do Geely EX2 aposta em materiais macios ao toque, embora haja presença considerável de plástico — algo esperado na faixa de preço. Detalhes como gravuras de prédios iluminados no painel e nas portas chamam a atenção. A iluminação ambiente oferece nada menos que 256 cores diferentes. Outro ponto curioso é o porta-luvas com abertura no estilo gaveta.
Já a cabine do BYD Dolphin segue caminho oposto: menos minimalista, com mais texturas e uma quantidade maior de botões físicos que facilitam o uso cotidiano. O conjunto é organizado e ganha pontos pela praticidade.
Tecnologia embarcada: telas maiores contra conectividade mais completa
O EX2 se destaca pelas telas de alta resolução — painel de instrumentos de 8,8 polegadas e central multimídia de 14,6″. Contudo, o hatch da Geely tropeça ao não oferecer compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto, nem mesmo via cabo. A solução anunciada é uma atualização disponível a partir do começo de março, que exige visita à concessionária. Um deslize que poderia ter sido evitado.
O Dolphin, por sua vez, trabalha com telas menores — 5″ no cluster e 12,9″ na central —, mas compensa com conectividade sem fio para ambos os sistemas, tela giratória e até função karaokê como bônus. Os dois modelos compartilham carregador de celular por indução e ajustes elétricos para o banco do motorista.
Segurança: vantagem clara para o EX2
Em matéria de segurança, os dois hatches oferecem de série seis airbags, monitoramento da pressão dos pneus, sensores de estacionamento traseiros e câmera de boa qualidade. Porém, apenas o Geely traz controlador de velocidade adaptativo, alerta de mudança de faixa e frenagem autônoma de emergência. Nenhum dos dois conta com alerta de ponto cego. Mais um ponto a favor do EX2.
Desempenho: motor traseiro contra tração dianteira
O Geely EX2 apresenta um arranjo incomum para o segmento: motor e tração traseiros — o que, aliás, explica a existência do porta-malas dianteiro. São 116 cv de potência e 15,5 kgfm de torque. Do outro lado, o BYD Dolphin GS posiciona seu propulsor elétrico no eixo dianteiro, gerando 95 cv, porém com torque superior: 18,4 kgfm.
Na prática, o EX2 leva vantagem na aceleração de zero a 100 km/h, completando a prova em 10,2 segundos — mais de meio segundo à frente do Dolphin, que precisa de 10,9 s. O peso menor do Geely contribui para esse resultado: 1.300 kg contra 1.412 kg do rival.
Autonomia e eficiência energética
A bateria do EX2 tem capacidade de 39,4 kWh, proporcionando autonomia de 289 km segundo o Inmetro. O Dolphin carrega um pacote maior, de 44,9 kWh, mas percorre praticamente a mesma distância: 291 km com uma carga. Traduzindo: o Geely é mais eficiente, exigindo menos energia para cobrir trajeto equivalente.
Recarga: velocidade favorece o novato
Em carregadores rápidos de corrente contínua, o EX2 aceita até 70 kW de potência, saltando de 30% a 80% da bateria em apenas 21 minutos. O BYD Dolphin atinge no máximo 60 kW e precisa de 30 minutos para atingir o mesmo intervalo de carga.
Veredicto: quem merece o papel principal?
Com preço de compra mais acessível, custos de manutenção e seguro menores, porta-malas maior, itens de segurança mais completos, recarga mais rápida e melhor eficiência energética, o Geely EX2 Max constrói um caso sólido contra o BYD Dolphin GS. O veterano, por sua vez, resiste com conectividade mais madura, entre-eixos generoso e a confiança de quem já se consolidou no mercado brasileiro. A decisão final depende de quanto cada motorista valoriza economia imediata frente à experiência já estabelecida do rival.
