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BYD enfrenta escassez de baterias diante da explosão de demanda por elétricos com recarga ultrarrápida

BYD reconhece escassez de baterias diante da forte demanda por elétricos com recarga ultrarrápida e corre para ampliar sua capacidade produtiva

AutoRodas 20 de maio de 2026 Atualizado em 20 de maio de 2026 3 min de leitura

Pedidos por veículos com a nova geração da Blade Battery superam a capacidade fabril da montadora chinesa, que corre para ampliar linhas de produção

Mais de 140 mil pedidos podem já ter sido acumulados na China para veículos equipados com a segunda geração da Blade Battery — número que a BYD não confirmou oficialmente, mas que ilustra a dimensão do desafio enfrentado pela gigante chinesa. A montadora reconheceu publicamente que não consegue produzir baterias em ritmo suficiente para acompanhar a avalanche de encomendas de seus novos modelos elétricos de recarga ultrarrápida.

Presidente da BYD admite gargalo na produção

A confirmação das dificuldades partiu diretamente de Wang Chuanfu, chairman e presidente da empresa. Durante um evento promovido pelo instituto de pesquisa da Yangwang, marca premium do grupo, ele declarou que a capacidade de fabricação de baterias permanece sob forte pressão. Ainda assim, Wang sinalizou que a situação deve melhorar progressivamente, conforme novas linhas de produção comecem a operar.

Tecnologia de recarga em cinco minutos está no centro do problema

O estrangulamento produtivo coincide com um momento de intensa ofensiva comercial da BYD. Nos meses recentes, a companhia acelerou o lançamento de veículos compatíveis com seu sistema de “flash charging”, apresentado oficialmente em março. A promessa é revolucionária: em condições ideais, levar a bateria de 10% a 70% em cerca de cinco minutos, ou alcançar 97% de carga em aproximadamente nove minutos.

Essa capacidade está diretamente atrelada à nova geração da Blade Battery, componente que se tornou o eixo central da estratégia da montadora para tornar os elétricos tão convenientes quanto veículos a combustão. É justamente nos modelos dotados dessa tecnologia que a pressão sobre o fornecimento de baterias se concentra.

Novos modelos abrangem diversas linhas da marca

A oferta de veículos com recarga ultrarrápida já se espalha por várias submarcas. Versões atualizadas das linhas Dynasty, Ocean, Denza e Yangwang figuram entre os lançamentos recentes, incluindo SUVs e sedãs preparados para suportar potências elevadas de carregamento.

Expansão acelerada da rede de carregadores na China

Paralelamente às restrições fabris, a BYD avança a passos largos na construção de sua infraestrutura própria de recarga. Somente entre os dias 7 e 14 de maio, 55 novas estações de carregamento ultrarrápido foram adicionadas à rede. O total chegou a 5.979 unidades distribuídas por 312 cidades chinesas, e o aplicativo da rede já superou 1 milhão de usuários.

O horizonte é ainda mais ambicioso. O programa batizado de “Flash Charging China” tem como meta instalar 20 mil estações até o fim de 2026. A intenção é construir um ecossistema completo capaz de reduzir a principal barreira à adoção dos elétricos: o tempo gasto no abastecimento.

Reflexos no Brasil: ofensiva de recarga rápida a caminho

O cenário chinês acende um alerta relevante para o mercado brasileiro. A BYD já confirmou planos de instalar até 1.000 carregadores Flash no Brasil até 2027, tecnologia que estreará no país pela Denza. A escassez de baterias observada na China serve como termômetro do tamanho da aposta da empresa em uma nova geração de veículos elétricos com carregamento drasticamente mais rápido — e dos desafios que acompanham essa transição.

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