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Elétricos

Bateria sólida da Nissan: montadora mira produção mais barata para carros elétricos até 2028

Nissan anuncia parceria com Gelion e Universidade de Oxford para produzir baterias de estado sólido mais baratas até 2028, mirando competir com chineses.

AutoRodas 7 de junho de 2026 Atualizado em 7 de junho de 2026 3 min de leitura

Parceria com empresa britânica e Universidade de Oxford visa criar baterias com maior autonomia, segurança e custo reduzido

Uma aliança entre a Nissan, a empresa britânica Gelion e a Universidade de Oxford pode acelerar a chegada das baterias de estado sólido ao mercado de carros elétricos. O acordo, com duração de três anos, pretende unir a experiência da montadora japonesa nesse tipo de célula à tecnologia de enxofre nanoencapsulado (NES) desenvolvida pela Gelion.

O que a nova tecnologia promete entregar

A meta do projeto é desenvolver acumuladores que sejam mais baratos de fabricar, mais seguros e com vida útil superior à das atuais baterias de íons de lítio. Tempos de recarga reduzidos e maior densidade energética também estão entre os objetivos centrais — atributos considerados decisivos para ampliar a autonomia dos veículos e, ao mesmo tempo, derrubar os custos de produção.

Publicações internacionais mencionam que a nova geração de baterias poderá viabilizar autonomias superiores a 1.000 quilômetros em determinadas aplicações, embora detalhes técnicos mais aprofundados ainda não tenham sido divulgados.

Protótipo previsto para 2027 e produção em 2028

A Nissan planeja apresentar um protótipo equipado com a nova bateria já em 2027. Caso o cronograma seja mantido, o primeiro modelo de produção equipado com a tecnologia chegaria às concessionárias em 2028.

A fabricante japonesa não esconde que a iniciativa integra uma estratégia mais ampla para fazer frente ao avanço das montadoras chinesas, que vêm conquistando mercados ao redor do mundo com veículos elétricos mais acessíveis e tecnologias cada vez mais competitivas.

Disputa global pela bateria do futuro

A Nissan se junta a uma lista crescente de montadoras que enxergam nas baterias de estado sólido a próxima grande revolução dos carros elétricos. Toyota, Honda, Mercedes-Benz e BMW estão entre as empresas que investem há anos nessa tecnologia. Apesar do otimismo, a produção em larga escala ainda esbarra em desafios ligados a custos elevados e processos industriais complexos.

Como funciona a bateria de estado sólido

A principal diferença em relação às baterias convencionais está na substituição do eletrólito líquido por um material sólido. Essa mudança pode resultar em ganhos expressivos de densidade energética, melhor resistência térmica e menor degradação ao longo do tempo.

Na prática, isso permite projetar veículos com autonomia maior sem recorrer a pacotes de baterias mais volumosos e pesados — um dos entraves que a indústria tenta superar atualmente. A evolução dessa tecnologia também alimenta a expectativa de que o preço dos carros elétricos caia de forma significativa nos próximos anos.

Da promessa ao compromisso com datas

Ainda que 2028 esteja a dois anos de distância, o anúncio sinaliza que a corrida pelas baterias de estado sólido entrou em uma etapa mais concreta. Após anos de promessas e apresentações em laboratórios, fabricantes passam a definir cronogramas reais para levar a tecnologia até os consumidores.