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Híbridos

Flagra: novo Hyundai Creta cresce de tamanho e ganha motorização híbrida flex para enfrentar BYD e GWM

Terceira geração do Hyundai Creta será maior, terá motorização híbrida flex e competirá com SUVs chineses como BYD Song Pro e GWM Haval H6

AutoRodas 13 de setembro de 2026 Atualizado em 13 de setembro de 2026 5 min de leitura

Terceira geração do SUV unifica projeto com o Kona, adota plataforma K3 e será fabricada em Piracicaba a partir de 2028

Imagens recentes captadas pelo perfil @koreancarblog revelam a terceira geração do Hyundai Creta circulando com camuflagem apenas zebrada, permitindo distinguir com mais clareza as linhas e, principalmente, o porte ampliado do SUV. O modelo aparenta dimensões próximas às do Jeep Compass, sinalizando um salto significativo em relação à versão atual comercializada no Brasil, que mede 4,33 m de comprimento e 2,61 m de entre-eixos.

Dimensões maiores e novo posicionamento de mercado

A expectativa é que o novo Creta se aproxime de 4,40 metros de comprimento e 2,65 metros de entre-eixos. Esse crescimento não é casual: com a adição de motorização híbrida plena (HEV) flex, o SUV passa a competir de forma mais direta contra modelos chineses de porte médio, como o Omoda 5, o GWM Haval H6 HEV e até o BYD Song Pro.

Com o reposicionamento do Creta, o papel de disputar espaço com os SUVs compactos — do Volkswagen Tera a versões de entrada e intermediárias do T-Cross — ficará a cargo do Bayon e seu motor 1.0 turbo flex de 115 cv.

Projeto global SX3: Creta e Kona viram um só

O veículo nasce do projeto batizado de SX3, que, conforme revelado mundialmente por Autoesporte em fevereiro deste ano, promoverá uma unificação global entre o Creta e o Kona. A revelação oficial está prevista para meados de 2027. Ainda não há confirmação se o nome Creta será mantido em mercados como o brasileiro, embora a expectativa aponte que sim.

Para o Brasil, a variante carrega a sigla SX3b. Assim como em outros países, o modelo nacional deve ser uma versão simplificada do projeto global. O visual será inspirado no conceito Crater, e a fabricação ocorrerá na fábrica de Piracicaba (SP), sobre a plataforma K3 — a mesma utilizada pelo i20 e pelo futuro Bayon.

Motorização híbrida flex: uma estreia para a Hyundai no Brasil

A marca sul-coreana anunciou, em fevereiro de 2024, um ciclo de investimentos de R$ 5,5 bilhões no país e indicou que lançaria veículos híbridos flex. O novo Creta será justamente o primeiro modelo da Hyundai a estrear esse tipo de propulsão com produção nacional, com chegada prevista para o primeiro semestre de 2028.

A opção da Hyundai é pelo sistema híbrido pleno (HEV) de alta tensão, diferentemente das motorizações híbridas leves que serão adotadas por concorrentes como Stellantis, Volkswagen e Chevrolet. O Bayon, por exemplo, previsto para 2027, não contará com qualquer eletrificação — virá equipado apenas com o motor 1.0 turbo flex três-cilindros, 12 válvulas e injeção direta, entregando 115 cv e 17,5 kgfm de torque, combinado a câmbio automático de seis marchas.

Qual será o conjunto híbrido do Creta brasileiro?

Em mercados mais desenvolvidos, como a Coreia do Sul, o novo Kona ou Creta híbrido deverá adotar a motorização TMED-II, a mesma prevista para o novo Tucson e já presente em modelos como os novos Elantra e Azera. Esse sistema combina o motor 1.6 Smartstream turbo de quatro cilindros, 16 válvulas e injeção direta — o mesmo presente no atual Creta 1.6 TGDi flex vendido aqui — operando em ciclo Otto, com dois motores elétricos.

Como funciona o sistema TMED-II

O primeiro motor elétrico é acoplado ao virabrequim do propulsor a combustão, dispensando a corrente de comando para dar partida no veículo. Essa configuração reduz atrito e eleva a eficiência energética. O segundo motor elétrico fica integrado à transmissão automática de seis marchas e auxilia na tração das rodas. A potência combinada atinge 230 cv ou 245 cv, conforme o modelo.

Alternativa mais simples também está em análise

Ainda não se sabe se o Brasil receberá exatamente essa especificação ou uma versão de geração anterior do conjunto HEV. Para referência, o Kona atualmente vendido no país utiliza um sistema híbrido mais simples: motor 1.6 aspirado com injeção direta, funcionando em ciclo Atkinson e gerando 105 cv, associado a um motor elétrico de 44 cv. A potência combinada chega a 141 cv e 27 kgfm de torque, com câmbio automatizado de dupla embreagem e seis marchas.

Tecnologia embarcada e versões disponíveis

Além da propulsão eletrificada, o novo Hyundai Creta brasileiro deverá ser o primeiro carro nacional da marca a incorporar o sistema operacional Pleos. A novidade inclui uma central multimídia de nova geração, com alta resolução e velocidade de processamento, além de um assistente de voz baseado em inteligência artificial chamado Gleo.

A gama do novo Creta não se limitará às versões híbridas. O modelo também terá variantes apenas flex, equipadas com motor 1.6 TGDi. Com isso, o motor 1.0 turbo deve ser retirado da linha do Creta, permanecendo exclusivamente nos dois modelos menores da marca: o i20 e o Bayon.

Novo Hyundai Creta cresce de tamanho e ganha motorização híbrida flex para enfrentar BYD e GWM
Novo Hyundai Creta: projeto SX3 será unificado com o Kona — Foto: Reprodução/KoreanCarBlog
Novo Hyundai Creta cresce de tamanho e ganha motorização híbrida flex para enfrentar BYD e GWM
Novo Hyundai Creta terá porte de Jeep Compass contra SUVs híbridos chineses — Foto: Reprodução/KoreanCarBlog
Novo Hyundai Creta cresce de tamanho e ganha motorização híbrida flex para enfrentar BYD e GWM
Este é o primeiro flagra do novo Hyundai Creta ou Kona com camuflagem zebrada — Foto: Reprodução/KoreanCarBlog
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Projeção do Hyundai Creta de terceira geração: projeto será inspirado no conceito Crater — Foto: Reprodução/NYMammoth