BYD supera a Citroën na Europa e alcança novo marco entre as montadoras chinesas
BYD vendeu mais que a Citroën na Europa em maio de 2026 e marcas chinesas atingiram fatia recorde de 10,7% do mercado europeu
Com 32.380 unidades vendidas em maio de 2026, a montadora chinesa deixou para trás uma das marcas mais tradicionais do mercado europeu
Maio de 2026 entrou para a história do mercado automotivo europeu. Pela primeira vez, a BYD superou a Citroën em volume de vendas no continente — um feito simbólico que evidencia o ritmo acelerado de expansão das montadoras chinesas fora de casa.
Números que consolidam a liderança chinesa
Segundo levantamento da consultoria Dataforce, a fabricante de Shenzhen emplacou 32.380 veículos na Europa durante o mês, um salto de 141% frente ao mesmo período do ano anterior. A Citroën, por sua vez, ficou logo atrás, com 31.665 unidades registradas.
Com esse resultado, a BYD também desbancou a SAIC Motor — grupo que controla a marca MG — e assumiu o posto de montadora chinesa com maior volume de vendas no mercado europeu em maio.
Participação recorde de marcas chinesas na Europa
O cenário mais amplo é igualmente expressivo. No total, as montadoras chinesas somaram 121.030 emplacamentos na Europa em maio, praticamente o dobro do registrado um ano antes, o que representa um crescimento de 97%. Com isso, a fatia dessas marcas no mercado europeu atingiu 10,7% — um novo recorde histórico.
Comparativo com o Brasil
Enquanto a Europa assiste a esse avanço em escala absoluta, o Brasil já vive um estágio diferente de penetração. No mercado brasileiro, a BYD alcançou a quarta posição no ranking geral de vendas. A GWM, outra fabricante chinesa, também figurou entre as dez maiores em alguns meses de 2026. Em termos proporcionais, a disrupção causada pelas marcas chinesas no Brasil parece ainda mais profunda.
Volume europeu supera o brasileiro
No entanto, os números absolutos na Europa já impressionam. As 32.380 unidades que a BYD comercializou em maio no continente europeu superam em cerca de 50% o desempenho da marca no Brasil no mesmo período, onde os emplacamentos ficaram entre 20 mil e 22 mil veículos.

