BYD quer ultrapassar a Toyota e se tornar a maior montadora do mundo até 2030
Fundador da BYD projeta que a montadora chinesa superará Toyota e Volkswagen em vendas globais até 2030, impulsionada por forte expansão internacional.
Fundador da montadora chinesa afirma que a empresa liderará a indústria automotiva mundial em cinco anos, mesmo com distância expressiva em volume de vendas
O fundador e presidente da BYD, Wang Chuanfu, surpreendeu o mercado durante a assembleia anual de acionistas realizada nesta semana na China. Em sua declaração, ele projetou que a fabricante chinesa assumirá a posição de maior montadora do mundo em volume de vendas dentro dos próximos cinco anos — o que colocaria 2030 como horizonte para o feito.
A distância que separa a BYD do topo
Apesar da confiança demonstrada pelo executivo, os números atuais revelam um abismo considerável entre a empresa chinesa e as líderes do setor. Enquanto a Toyota registrou cerca de 11,3 milhões de veículos vendidos globalmente em 2025, a BYD encerrou o mesmo período com aproximadamente 4,6 milhões de unidades comercializadas, somando veículos elétricos e híbridos plug-in.
Se a projeção se confirmar, a montadora terá deixado para trás não apenas a Toyota, mas também o grupo Volkswagen, conquistando o topo do ranking mundial da indústria automotiva.
Crescimento acelerado sustenta a ambição
Internamente, a meta não é encarada como algo fora de alcance. O ritmo de expansão da fabricante nos últimos anos reforça essa percepção. A BYD deixou de ser apenas a protagonista do mercado chinês de veículos eletrificados e passou a figurar entre as empresas que mais conquistam território fora da China.
Vendas internacionais em alta
Em maio deste ano, a companhia ultrapassou a marca de 160 mil vendas internacionais em um único mês. Mercados como Europa, Sudeste Asiático, Austrália, México e Brasil são os principais motores desse avanço global.
Estratégia oposta à de rivais tradicionais
A ofensiva da BYD acontece justamente enquanto diversas montadoras tradicionais revisam seus planos de eletrificação ou reduzem investimentos em determinados mercados. A empresa chinesa segue na direção contrária: amplia sua presença internacional, acelera o lançamento de novas tecnologias e investe em infraestrutura própria de recarga.
O avanço expressivo no Brasil é um dos exemplos que ajudam a explicar a dimensão da ambição declarada por Wang Chuanfu. A combinação de crescimento agressivo nas vendas e diversificação geográfica coloca a BYD em rota de colisão direta com as gigantes que dominam o setor há décadas.

